terça-feira

My girlfriend always laughs during sex - no matter what she's reading

"Faz parte da natureza das bibliotecas tornarem-se um espelho do seu proprietário. E quem as saiba «descodificar com subtileza» encontrará nelas, mais ou menos escondida, a «natureza profunda do seu bibliotecário»."


22 comentários:

Marco disse...

hm, a biblioteca de um indivíduo, permite-nos perscrutar-lhe a alma, pelo menos a alma literária.

Que tal Jack Kerouac, nunca li, é interessante notar que o Moby Dick, de Herman Melville que eu comecei a ler há cerca de 15 anos só tinha o volume I, portanto fiquei sem poder concluir a história de Ahab, e a sua obsessão por Moby Dick.

Agora ando a ler, a Clash of Kings de Geroge R.R. Martin. Aconselho, e você em que repousa o seu olhar literáriamente falando?

Marisa disse...

Bom...excelente biblioteca! Inveja de não ter alguns títulos. :p

(coisa feia, a inveja)

josé luís disse...

uau, kiddo! tenho pelo menos metade dos teus livros
:)
(será que isso nos torna pelo menos metade da imagem recíproca num espelho?)

o mesmo de sempre. disse...

meu, muito bom :)

Poetic GIRL disse...

Folgo em saber que alguns títulos também constam da minha :) beijocas

Beatrix Kiddo disse...

Repouso o meu olhar nos mesmos há muito tempo - Livro do desassossego e Em busca do tempo perdido vol II. Li entretanto o "Diary of a Nobody" - George Grossmith, para desenjoar (li em versão pdf imprimido eheh falta aqui esse nas fotos, é um livro na mesma)

Mónica disse...

n sei se entrou o comentario.. q coisa! esta moda da moderação dos comentarios :(((

Gui disse...

Gosto muito...principalmente dos MEUS!

Marco disse...

hm, já arranjei uma cópia do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, e outra de Marcel Proust. Emito opinião assim que me inebriar nos mesmos. Já agora, quais são os seus favoritos?

Beatrix Kiddo disse...

Miss Gui, só um livro é TEU, talvez para tapar o buraco do MEU que tens aí :p

josépacheco disse...

Magnífico. Mas, se não me engano, consta ali uma trilogia de livros encadernados, cujo título não se lê. O que será?

josépacheco disse...

Há um, do Jerome K. Jerome, que acho ainda mais engraçado do que "Três Homens numa Bicicleta". É o impagável "Três Homens num Bote (Sem Falar no Cão)». Já leu? Não está ali, pois não? É um imprescindível clássico do humor inglês.

Beatrix Kiddo disse...

Os três homens num bote estão ao lado dos três homens na bicicleta eheh Li, é o meu preferido de humor. As encadernações são do Decameron. Quando podemos ver a biblioteca do bibliotecário:leitor?

Marco disse...

É interessante, tinha ficado com a impressão latente de que a exposição dos livros, tinha como objectivo forjado no ego, oculto, primitivo e irracional conhecer as bibliotecas dos leitores, e assim permitir completar um pouco do puzzle do(s) que se encontra(m)atrás do ecrã.

Porém mas do que conhecer a biblioteca, conheçamos o que elaborei hoje, texto feio, sem pretensões literárias escrito em 20 minutos, após ter lido 50 páginas do livro do desassossego.

Marco disse...

I-

E apetece-me gritar bem alto.

Acordar esta casa em peso.

Dizer que gosto de quem me magoa. É estranho sabes porquê?

Porque eu tento, juro que tento, ou por um sentido intrinsecamente erguido dos meus valores morais arcaicos, poeirento e defunto, mas presente, relevador de que devo lutar por quem gosto.

De que devo lutar por quem amo, nota bem esta frase foi aqui inserida com o propósito de guardar na sua cápsula o: Amo-te!, mas assim que a escrevo, assim que a alcanço perco-lhe a magia, já não brilha a manhosa. Tal como todos os objectivos alcançados é suplantada, é preciso mais, mais sonhos para alcançar, vítima de uma mania egotisticamente doentia, mais vivências inalcansáveis, desejos que são irrealizáveis, e assim se alimenta a alma humana.

De Sonhos. Não sei, sinceramente, não sei que mais fazer, a não ser atribuir-te o silêncio, não vês o que sinto porque estás enevoada, mas sabes quem sou, sabes em que base repousa o meu coração.

E ao conheceres-me tão bem, também isso é sinónimo de aproximação e simultaneamente de afastamento.

Sabes quais os edifícios colapsados que habitam no meu interior, os monstros de dentes afiados, os demónios que se empoleiram no escuro e que de quando em vez assomam à consciência e por receares, por teres medo escolhes ficar no teu canto, sem ergueres um dedo, ou direccionares a tua voz para mim, acalmando-me no processo. Selada na cela da tua idade, imersa na visão eminentemente romântica da vida, inebriada com ruído e sonhos, destruirás alguém.

E esse alguém lutou, esforçou-se, virou-se contra si próprio, e esse alguém chorou, à tua frente, sem que dos seus olhos tivessem corrido lágrimas, um tipo particular de tristeza, mais profunda, mais primitiva sequer do que o bebé que é arrancado do ventre.

E assim ponderando em me ir embora desta cidade, afastar-me do ar que te circunda, da vida que pulsa em ti, tento afogar os pedacinhos de ti que sobrevivem em mim, horrorizado ante o meu reflexo nas águas onde o faço, de estômago revoltado e dor lancinante localizada no peito, arrependo-me e antes de libertares o último fôlego expresso em oxigénio borbulhante.

Antes de te encerrar no esquecimento, de te deixar ser levada pelas correntes do rio para o pseudo-esquecimento, num rasgo de clarividência aldrabada que mais não revela o embelezamento de um artigo podre e enferrujado, atribuir-lhe um conceito de pureza, e acreditar que melhorará, raspar a película que se acumulou devido a brigas e choques de interesses, espero que me perdoes por ter erguido as mãos em redor do teu pescoço.

Metáforas, convém afirmar, não passam de figuras de estilo, cuja missão sagrada e objectivo concreto é: SALVAR, em vez de proseguir com o silêncio mutilador e castrador, decidi erguer-te da água e esperar que o tempo ou a vontade apague as marcas arroxeadas das mãos no teu pescoço.

E interrogo-me, porque o faço? Porque sou fraco de intenções? Parco em motivações, será que lá dentro do meu ser não sei, sabendo, que és o melhor para mim?

Que me reinventas? Que me desfazes os prédios semi-construidos com explosões controladas em pilares mestres, e forças os homenzinhos dentro de mim à penosa tarefa de me reconstruirem.

SEI e NÃO SEI, porque em tudo na vida este paradoxo se intromete, como um vírus totipotente que anula, massacra, desfaz e elimina as vacinas conjecturadas para o vergar.

E sonho, temendo que a noite em que acreditei que não seria abandonado se repita (Aeroporto), e me veja forçado, obrigado e irremediavelmente perdido dentro de um invólucro que não é bom o suficiente para ser amado.

E essa louca e vã esperança, é a derradeira onde me agarro, crendo cegamente que se erguer a mão e acreditar, por fé pura e por isso mesmo loucura, se a erguer, estarás lá.

Ergo-a, e erguida permanecerá até que o cansaço me obrigue a repousar o braço, movimento que sem sombra de dúvida activará um mecanismo de indole física que me levará a confrontar com o vazio do abismo e da perda.

ERGO-A e espero... que não desistas de mim.

Beatrix Kiddo disse...

O livro do desassossego em mim tem efeitos um bocado diferentes, mas semelhantes em intensidade. Já pensei em parar de o ler, mas temos de ser fortes.

faz outro texto depois das próximas 50 páginas e vem cá contar

os meus preferidos ainda são os que falo aí: http://tenhoestadoalerwhitman.blogspot.com/2011/07/questionario-proust.html

Sininho disse...

Excelentes títulos! Só podem ser o espelho da bibliotecária.
Alguns foram e continuam a ser uma referência para mim. :)

Anónimo disse...

O que é que o Paulo Coelho está aí a fazer???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

Beatrix Kiddo disse...

omfg que idade eu tinha quando comprei o Paulo Coelho??????Pois, essa mesmo

Beatrix Kiddo disse...

e na altura gostei tanto

Anagrama Orgânico disse...

Tenho quase todos dos que estão aí 'a sério', mas o que acho piada é serem as mesmas edições.

João disse...

Só me apetecer dizer: dá!