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terça-feira
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sábado
Nude Jennifer Lawrence for Vanity Fair March 2015
Nailed it so good
"O enfado de uma existência vazia, só pode mesmo ser recompensado com uma alegoria de histórias vazias, onde a vida só tem sentido quando apanhada de quatro na cama tomando mil chibatadas antes de voltar ao vazio que a levou às peias. Amortizar assim a tarefa de pensar, com ações de não ter que pensar, tem sido o exasperado recurso dos que imaginam pensar demais. As pessoas não sabem o que é pensar, porque nunca viveram a consciência de pensar. Estando apenas atulhadas de insignificâncias, imaginam com isso estar a pensar em demasia. Cercados por entulhos de informações inúteis que as impedem de avaliar o pensamento com critérios de qualidade que se distingue da quantidade. Iludem-se com a ideia de que andam pensando além do suportável."
Jajajaja
Daqui: Navegantes ao Mar
quinta-feira
domingo
sábado
Fazer coisas
"- O meu sonho sempre foi ter uma oficina.
- Mas uma oficina de quê?, perguntei eu.
- Uma oficina de tudo. Onde as pessoas pudessem vir para fazer coisas."
- Mas uma oficina de quê?, perguntei eu.
- Uma oficina de tudo. Onde as pessoas pudessem vir para fazer coisas."
Aquela puta da Bovary vai viver para sempre
"Sabe que, prestes a morrer, Flaubert gritou muito alto, alta voce: «Vou morrer como um cão e aquela puta da Bovary vai viver para sempre.» Isto é imenso, e ele tinha razão."
Nunca li o livro Madame Bovary. O primeiro livro que li de Flaubert foi "Memórias de um Louco", depois li "A Educação Sentimental". Conhecia o Madame Bovary (de nome) há muitos anos, e no entanto o motivo porque fui ler estes dois livros de Flaubert foi porque "eram do autor de Madame Bovary", mas nunca li o Madame Bovary (e aqui repito-me). Saber que existe uma adaptação do livro com a Isabelle Huppert dá-me forças para continuar (continuar o que? Não consigo, depois de começar a frase daquela maneira, acabá-la de outra forma, é triste ser-se limitado na escrita e ainda mais triste confrontar-mo-nos com isso num caso de extrema necessidade como este) mesmo que depois o filme venha a ser uma desilusão como acontece na maior parte das vezes.
terça-feira
The most popular girls at school
"This picture was taken in 1998, at a time when people were just beginning to realise what "mean girls" were, and how brutal and cliquey and excluding they could be. I was on an assignment for the New York Times magazine, for a special issue about being 13. They sent me to a place in Minnesota called Edina, right in the heartland of the US. It was so interesting: in a book I did called Fast Forward, I had been taking a look at how kids grow up really quickly in Los Angeles. But in Minnesota, where life is supposedly not as fast-paced as in LA, I found kids who were equally precocious.
This group of girls were in the popular clique at their school. Popularity was very codified: all the kids knew you had to shop in three particular stores, and that you needed to be blond, thin and blue-eyed. The girls were on their way to their first big party of the seventh grade. I spent a lot of time inside one of their houses, photographing them doing their makeup and combing their hair. Then we came outside. In the beautiful late-afternoon light, they lined up and started posing – it was very much their idea rather than mine.
What I love is that each girl has a different personality in the image, and you can read into it what their status is in the clique. Hannah, the third girl in the purple, was actually deemed the most popular girl at school. But she told me later that she wasn’t actually sure about her group of friends: they could be mean, and people would get criticised if they didn’t look a certain way. Even if you’re in the place everyone wants to be in, as she was, there’s still a lot of pressure to keep up the grade. In a way, she felt it was bad to be popular."
L'Esprit du Temps
"Andamos na caça do pequeno ladrão e a destruirmo-nos uns aos outros. Assim, não nos aperceberemos da galinheira em que nos transformamos, com a raposa lá dentro, de dentes afiados e olhar cintilante."
quinta-feira
Protesters stand silently and read books in central Istanbul
A woman reads the philosophical essay The Myth of Sisyphus by French author Albert Camus in Taksim Square. The book focuses on the search for meaning in the absence of God.
Gabriel Garcia Marquez's Leaf Storm centres on a family in limbo following the death of a man passionately hated, yet tied to the family.
Irvin David Yalom's historical novel When Nietzsche Wept is about a prominent physician, Josef Beuer, falling in love with Lou Salome, who was believed to have spurned Friedrich Nietzche's romantic overtures.
A man reads the Turkish book Resurrection Gallipoli 1915, written by Turgut Ozakman on the Battle of Gallipoli, while a woman beside him reads George Orwell's Nineteen Eighty-Four.
George Orwell's dystopic novel Nineteen Eighty-Four centralises around a police state with total government surveillance.
A man reads a Japanese novel, Hard-Boiled Wonderland and the End of the World, by Haruki Murakami - while another woman enjoys Orwell's Nineteen Eighty-Four, a popular choice of the Taksimites.
One woman reads The Speech, which is the text of of a speech delivered by Turkey's first president, Mustafa Kemal Ataturk, at an assembly in 1927 - while another woman (right) reads a biography of Ataturk.
A woman reads The Metamorphosis by Franz Kafka, a darkly absurdist novel about a travelling salesman who turned into a giant bug.
A man reads The Criss of the Modern World, a critique of the modern world from the point of view of traditional metaphysics, by French author Rene Guenon.
A man reads Three Days with my Mother, a book about a novelist with writer's block, by Belgian author and director Francois Weyergans
"A felicidade consiste em ser-se um desgraçado que se sente feliz".
Kubrick and daughter on the set of The Shining.
Kubrick and daughter on the set of The Shining.
The only person who thinks this photo is about Jack Nicholson is Jack Nicholson.
-Stanley Kubrick
Texto daqui: escreveretriste (é um post da Maria João Freitas sobre um livro chamado Greguerías)
Imagem daqui: tumblr
segunda-feira
domingo
She talked to me about her life fucking Saudi princes, having orgies with CIA agents, and the truth about men who pay for sex.
"But I’m semi confused because for the guys it’s like — you’re good-looking, you’re successful, you’re rich, so why can’t you just fuck someone without having to pay them? Are they just awful people?
No, they’re usually fine. They’re just too busy. And they have standards. It’s hard to just meet someone at a bar who’s hot and smart and who you can have an interesting conversation with, who also wants to fuck you on the first night."
Now this was shocking. "I want it all and I want it now" mood.
The Interview
Gif from Sleeping Beauty (I've just watched the movie. I'm not sure about it, tomorrow I'll know)
Don't let Manic Pixie Dream Girls ruin your sex life!
"Zooey Deschanel led me to believe that guys would want to go out with me if I dressed like a menopausal librarian, when I probably would've gotten laid more if I'd followed my instincts and dressed like a total slut."
This is funny to read (but after being funny is sad because female insecurity on what to wear to get laid or to get a boyfriend is always a sad matter)
quinta-feira
Through all kinds of weather
"O mundo é tão vasto, tão complicado, tão repleto de maravilhas e surpresas que a maioria das pessoas leva alguns anos para começar a perceber que é também irremediavelmente quebrado. A esse período de pesquisa chamamos “infância”.
Segue-se um programa de investigação reiterada, quase sempre involuntária, sobre a natureza e os efeitos de mortalidade, entropia, coração partido, violência, fracasso, covardia, hipocrisia, crueldade e sofrimento, cujas histórias e amargas lições o pesquisador aprende de cor. Ao longo do caminho, ele ou ela vai descobrindo que o mundo está quebrado até onde alcança a memória de qualquer um, e luta para conciliar tal fato com a pontada de nostalgia cósmica que, de tempos em tempos, agita-se em seu coração: uma sugestão de glória extinta, de inteireza perdida, uma memória do mundo antes de se quebrar. Ao momento em que essa pontada se manifesta pela primeira vez chamamos “adolescência”. O sentimento assombra as pessoas pelo resto da vida.
Todo mundo, cedo ou tarde, é submetido ao aprendizado da quebra. A questão passa a ser então: o que fazer com os pedaços? Há quem se abanque em sua pilha local de escombros e toque a vida assim mesmo, beduínos criando suas cabras à sombra de gigantes em ruínas. Outros se põem a quebrar o que resta do mundo em cacos cada vez menores e mais cortantes, chutando pilhas de destroços como crianças a correr entre montes de folhas secas. E algumas pessoas, passando entre os pedaços dispersos desse grande quebra-cabeça em desalinho, começam a colher uma peça aqui e outra ali, com uma ideia vaga, mas irresistível, de que algo talvez possa ser feito para colar aquilo de novo.
Esse plano apresenta de imediato duas dificuldades. Em primeiro lugar, jamais tivemos mais do que um vislumbre, através de pálpebras semicerradas, da gravura na tampa da caixa do quebra-cabeça. Além disso, por mais diligentes que sejamos na coleta de peças em nosso caminho, nunca juntaremos nem perto do suficiente para terminar o trabalho. O máximo que podemos ter esperança de lograr com nosso punhado de cacos resgatados – a safra agridoce da observação e da experiência – é construir um pequeno mundo só nosso. Uma maquete daquele misterioso original não quebrado que mal recordamos. É claro que os mundos que construímos com nosso estoque de fragmentos não têm como passar de aproximações parciais e imprecisas. Como representações da plenitude perdida que nos assombra, só podem ser fracassos previsíveis. Em seu próprio fracasso, porém, em suas falhas e imprecisões, talvez ainda sejam mapas fiéis, maquetes acuradas deste mundo belo e partido. A essas maquetes chamamos “obras de arte”."
Ligação partilhada pela Revista Ellenismos
Artigo Original no The New York Review of Books
segunda-feira
A tela do computador não tem a calma da página impressa
Você argumenta que, enquanto o livro impresso originou uma evolução nos hábitos de leitura (da leitura em voz alta para a silenciosa, mais reflexiva), a internet favorece "uma forma mais primitiva de leitura". Por quê?
A leitura não é uma habilidade nata nos humanos, como a fala, por exemplo. Temos que aprender a ler, e por isso as ferramentas que usamos para ler vão influenciar a qualidade de nossa leitura. O livro impresso, como tecnologia, nos protege de distrações e foca nossa atenção nas palavras do autor, no argumento ou na história. Estimulando a atenção e a calma, a página impressa encoraja uma forma mais profunda de leitura, na qual somos capazes de usar o máximo de nossa imaginação e nossa habilidade interpretativa para compreender o texto. A tela do computador não tem a calma da página impressa. As palavras do autor são forçadas a competir com outros estímulos que chegam através do computador. O leitor distraído não lê com profundidade; ele passa os olhos no texto, lê na diagonal. A leitura se torna um simples ato de decodificação, em vez de um sofisticado ato de interpretação e imaginação.
Como essa mudança nos hábitos de leitura pode influenciar a fruição da literatura?
Com o tempo, a forma como as pessoas leem vai influenciar a forma como escrevem. Acredito que a chegada do livro impresso, criando um grupo muito mais amplo de leitores atentos, encorajou os autores a expandir as fronteiras da literatura, a experimentar novas formas e gêneros, por exemplo. Se a internet e os livros eletrônicos encorajam a leitura distraída, os autores não serão mais capazes de assumir que escrevem para leitores atentos, profundos. Por consequência, acredito que teremos menos experimentação, menos complexidade, menos aventura na escrita. A grande literatura exige não apenas escritores talentosos, mas leitores atentos.
Daqui a imagem e o texto (obrigada, mais uma vez :)
sexta-feira
Incentivo à leitura
Está a chover lá fora, o que é sem dúvida um bom incentivo à leitura. Papoila, Orquídea, Fox, recebi o vosso desafio via google reader e então aqui vai:
Qual o livro que indicaria para alguém começar a ler?
Começar do zero é com o Papu 1, comigo funcionou bem :) depois decidi saltar o 2 à frente e passei para o Proust, desta vez tenho-me aguentado e já vou no volume III. Bom, eu comecei a ler mais a sério depois de "O Mundo de Sofia", e como não conheço esse alguém, vou achar que esse alguém é como eu e então indico esse. Isto partindo do princípio que se começa a ler na juventude ou nunca mais. Caso exista alguém que queira começar a ler, digamos, aos 37 anos, eu indico o Dostoievski, porque é isso que eu sei fazer, indicar Dostoievski. O Robert Mapplethorpe dizia à Patti Smith, no livro Just Kids, em relação ao seu trabalho: "Nothing is finished until you see it" (lindo), e é o que eu acho. Por muito que indique, nunca fica completamente indicado se não indicar Dostoievski.
O segundo motivo pelo qual aceitei este desafio foi porque tenho uma imagem gira para usar há muito tempo e nunca consegui.
É o segundo incentivo do dia: Incentivo à compra de livros.
Por fim, o primeiro motivo foi para dizer um olá às meninas que lançaram o desafio.
Ah, agora tenho de nomear 3. Vou aproveitar e nomear 3 dos meus blogs preferidos:
Luisa Alexandra (adoro tudo! e tenho inveja do marido, dos filhos, e de todos os demais que se sentam à mesa para comer aquelas coisas que ela faz)
Ah, agora tenho de nomear 3. Vou aproveitar e nomear 3 dos meus blogs preferidos:
Luisa Alexandra (adoro tudo! e tenho inveja do marido, dos filhos, e de todos os demais que se sentam à mesa para comer aquelas coisas que ela faz)
Caroline (a Caroline representa, em termos de moda, tudo aquilo que eu gostava de ser vestir. Exemplo 1. Exemplo 2, etc. Esse tumblrinspiration é meu by the way)
Everybookandcranny (a certa altura ela põe lá isto dum tal Harold Bloom: "We read deeply for varied reasons, most of them familiar: that we cannot know enough people profoundly enough; that we need to know ourselves better; that we require knowledge, not just of self and others, but of the way things are. Yet the strongest, most authentic motive for deep reading...is the search for a difficult pleasure.")
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