quarta-feira

Tudo o que vem à rede é peixe

  Até chegar aos dezanove anos um rapaz julga que, em matéria de raparigas, tudo o que vem à rede é peixe. Namora tudo o que se move. Se uma pestana bate, o coração rebenta. Se um arbusto treme, salta-lhe para cima. Um verso de amor, um centímetro de tornozelo, um vestido às flores com um ser vivo lá dentro, um dia bonito ou um dia feio – qualquer coisa desencadeia a paixão.
  Folheando as revistas da mãe e detendo-se estudiosamente nas páginas dedicadas à roupa interior, fatos de banho, loções de pele, bronzeadores e tudo o mais que seja susceptível de revelar a sombra de um mamilo ou o mapa de uma anca, o rapaz adolescente compreende pela primeira vez que, em qualquer época histórica, mas sobretudo na dele, há aproximadamente 986568995 mulheres muito, muito desejáveis. Dessas, ele vai conhecer 27, das quais 26 não lhe hão-de ligar nenhuma. É  uma angústia. Entretanto, a única que lhe sobra, que se interessa por ele, dá-lhe cabo da cabeça e depois foge com outro.


Bruce Mozert

5 comentários:

Tolan disse...

Tenho 33 e sou assim :(

Denise Scaramai disse...

muito bom este texto!! ;))
e as fotos! wow!! fiquei sem fôlego!
impressionada, pois não sei nadar e tenho fobia de água em grande volume!!!
adorei o post!!
abraços

Francisco Martins disse...

HE E HE! adorei o teu blogue, mt mt fixxe :D

Giuliano Quase disse...

Falta um escafandro pra raptar estas moças

Lúcio Ferro disse...

Felizmente e em princípio, a maioria, depois dos vinte, ultrapassa essa fase e começa a usar mais os neurónios e menos as sensações.