sexta-feira

Sei de cor o teu cabelo sei o champô a que cheira

"Leitor
Já te aconteceu respirar
Em lenta degustação do eu acentrado
Essa pedra de incenso que enche um templo
Ou a alfazema entranhada num lenço?

É de facto um encanto que do fundo mágico nos fascina
Instilando no presente um passado ido Faz-nos amantes
A colher a exquise flor do recuerdo
Sobre um corpo amado

Somos sentidos ou lembrados?

Dos seus cabelos fartos e elásticos
Autêntico saquinho de cheiros
Um odor que sobe subia selvagem e inteiro
E dos vestidos musselina ou veludo
Impregnados do seu corpo capricho
Se desprendia desprende um cheiro forte a epiderme de bicho"





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