Dar-te-ei mais minuciosas explicações acerca da minha catástrofe equestre. Eram dez horas da noute. O céu estava no seu lugar. A lua balouçava-se, segundo o seu costume, na corda bamba, que os poetas lhe imaginam. Eu entrava triunfalmente na Rua das Hortas, onde o coração desde muito me pressagiava catástrofe. O cavalo, ao entrar naquela nesga de África, resfolegou o aroma da verguinha e da estopa. Levantou as patas, deu galões tremendos, e atirou-se ao chão, quando perdeu as esperanças de me atirar a mim. Quando me ergui tinha a cara partida em três partes. Montei, vim soldar os fragmentos da cara, e estava bom, só um pouco mais feio que dantes, quando ás dez horas recebi a tua pergunta de bom amigo. Esse dia tinha-o eu passado em casa de ***. Se não chegasse tão alquebrado iria à estação do telégrafo responder, mas, meu caro Barbosa, eu sentia o coração pesado, e as pernas fracturadas. Precisava regenerar-me pelo sono de doze horas.
Ora aqui tens. Vai um meio folhetim da C. Amanhã irá mais. Agradecimentos aos amigos, e saudades a teu mano
do teu Camilo