sexta-feira

"(...) Depois, e antes de me lançar na prostituição, resolvi estudar... sim, não me olhe espantado... lia de tudo... tinha chegado à conclusão lendo romances, de que o homem admitia extraordinárias faculdades de amor na mulher culta... não sei se me explico bem... ou seja, a cultura era um disfarce que valorizava a mercadoria..."
 
 
Coisas que guardo nos favoritos: Daqui 'Dias Felizes' (Livro)
 
 
 

Mulherão é apenas mais uma das muitas formas de ser feminina...

"Durante muito tempo eu achei que o que me impedia de ser um mulherão era a aparência. No dia que eu tivesse um corpão para exibir... Os anos passaram e a adolescência passou, e com ela muitos complexos injustificados. Mas o fim da adolescência não me tornou um mulherão. Fiquei mais magra e mais gorda, fui a mais nova e a mais velha, me vesti melhor e pior, já tive cabelão e cabelinho, fui solteira e hoje sou casada. E em nenhum momento, entre uma amizade masculina e outra, entre uma festa e outra, entre uma conversa e outra, fui um mulherão. Pensei também que tinha a ver com a altura, que todo mulherão precisa ter pelo menos mais de 1,70. Aí conheci uma bailarina que conseguia ser um mulherão com a mesma altura que eu, 1,65. Será que todo mulherão tem peitão? Porque todas as que eu conheci tinham, ela tinha, e a forma como lembro dela é de bota, collant decotado e capa curta fechada por um cinto, andando pelo festival de Joinville e fazendo com que todos os heteros presentes no local (muito menor do que a média em outros lugares, reconheço) quase se jogassem no meio do caminho para chamar sua atenção. Foi com ela que tive a certeza de que todo mulherão acha muito natural que os homens se interessem por elas. Ou seja, eu sempre fiz tudo errado – eu tratava mal todos aqueles que não tinham chance. Do mulherão loiro e siliconado que vi na rua, aprendi que ser mulherão é um investimento que é pago com cantadas. Mulherão escondido debaixo de roupas discretas não existe, porque mulherão é justamente pra atrair olhares. Ser mulherão é um modo de vida, de se relacionar com o sexo oposto, de que colocar como objeto de desejo. Por isso que eu nunca fui e nunca serei um mulherão. E digo isso sem dores, sem achar que tenho menos valor por causa disso. Mulherão é apenas mais uma das muitas formas de ser feminina."
 
 Claudia Cardinale
 
 Coisas que guardo nos favoritos: Daqui 'Caminhante Diurno'
 
...Tomboy é outra
 
 

quinta-feira

"A woman's most beautiful smile tells her saddest story."


segunda-feira

Lamento muito a colher

"Vejo que me esqueci de um exemplo muito bom da equação sonho-vida. Mas acho que posso evocá-lo agora: é do poeta americano Cummings. São quatro versos. Devo desculpar-me pelo primeiro. Evidentemente, foi escrito por um jovem que escrevia para jovens, e eu já não posso reivindicar o privilégio   –  sou demasiado velho para esse tipo de jogos. Mas a estrofe deve ser citada por inteiro. O primeiro verso é: «a terrível face de deus, mais brilhante que uma colher». Lamento muito a colher, porque claro que se sente que ele pensou primeiro numa espada, ou num candelabro, ou no sol, ou num escudo, ou em qualquer coisa tradicionalmente brilhante; e depois disse: «Não... afinal, eu sou moderno, por isso vou pôr uma colher.» E lá teve a sua colher."

A terrível face de deus, mais brilhante que uma colher
Colhe a imagem de uma palavra fatal,
E a minha vida (que igualava o sol e a lua)
Assemelha-se a algo que não se passou.

God's terrible face,brighter than a spoon, 
collects the image of one fatal word;
so that my life(which liked the sun and the moon)
resembles something that has not occurred



 


She walks in beauty, like the night


Play it again, Sam: Candy Says

sexta-feira

Lição nº 2 - A Metáfora

                        The woods are lovely, dark and deep,
                        But I have promises to keep,
                        And miles to go before I sleep,
                        And miles to go before I sleep.

                       [Os bosques são belos, sombrios e profundos
                        Mas eu tenho juras a cumprir
                        E milhas que andar antes de dormir,
                        E milhas que andar antes de dormir.]

   "Estes versos são tão perfeitos que nem pensamos no truque. Mas infelizmente a literatura é feita de truques e esses truques acabam por – a longo prazo  ser descobertos. E o leitor cansa-se deles. Mas neste caso o truque é tão discreto que me sinto um pouco envergonhado por lhe ter chamado truque (só lhe chamo assim por falta de palavra melhor). Porque Frost tentou aqui uma coisa muito ousada. Temos o mesmo verso repetido palavra por palavra, duas vezes, mas com sentido diferente. «E milhas que andar antes de dormir»: é meramente físico – as milhas são milhas no espaço, em New England, e «dormir» significa «adormecer». Da segunda vez – «E milhas que andar antes de dormir» – somos levados a sentir que as milhas não são apenas no espaço mas também no tempo e que «dormir» significa «morrer» ou «repousar». Se o poeta tivesse dito o mesmo em muitas palavras teria sido muito menos eficaz. Porque, tal como eu o entendo, uma coisa sugerida é muito mais eficaz do que uma coisa expressa. Talvez o espírito humano tenha tendência para negar as afirmações peremptórias. Lembrem-se do que disse Emerson: os argumentos não convencem ninguém. Não convencem ninguém porque são apresentados como argumentos. Assim, olhamos para eles, ponderamo-los, viramo-los de todos os lados, e decidimos contra eles." 



quinta-feira

Inside the inside visions of Inside Visions' singer/songwriter's poetry


Walking down the avenue 
Found the time for a kill... 
sobre a letra da minha canção preferida dos Inside Visions:

"Time For A Kill" é uma música de 3 actos. Como no Teatro clássico há uma viagem do protagonista (neste caso da protagonista) que começa por ser de uma aparição súbita do Inferno na Terra para terminar sendo essa própria protagonista o pior Inferno tanto nesta Terra como de outra.
Numa primeira parte temos um homem solitário, aparentemente normal que assim que a noite se vai pondo a sua personalidade vai mudando para algo cada vez mais vil e animalesco qual lobisomem. Enceta então uma busca desenfreada por uma mulher que o satisfaça neste acesso animal e vai encontrar como poiso de toda essa violência uma teenager de 16 anos que apenas há pouco tempo se iniciou no trabalho "de rua".
O desejo que ele trazia do seu dia-a-dia pálido transforma-se rapidamente num comportamento de serial killer ao cortar e "marcar" a rapariga para o resto dos dias.
Uns dias mais tarde a rapariga já cresceu com a experiência e a sua outrora inocência perdeu-se para um desejo de vingança que carrega em todos os "encontros" que vai tendo...até reencontrar o homem que a "marcou". Aí os papéis invertem-se subitamente e o predador é engolido pela presa.
De arma em punho, acaba com a vida do agente que acabaria por definir para sempre a idiossincrasia da menina que, presa aos seus eternos 16, vai precisando de refrear todo o ódio que a transformou numa precoce "femme fatale" na verdadeira acepção da palavra: Matando animal por animal.


A música surgiu num acesso do subconsciente à pouca consciencialização que tenho ao escrever seja o que for. Sempre me interessou o facto de não termos controlo sobre aquilo que fazemos, já que isso confere ao indivíduo uma identidade própria e irrepetível. Esta letra não fugiu à regra. Ao começar a pensar na possível abordagem escrita de uma música, acontece algo que é realmente do domínio do inconsciente: um puzzle sem fim, sem significado aparente, de imagens encadeadas desfila mesmo por detrás dos meus olhos e "só" preciso de encontrar o caminho certo para fazer daquilo algo um pouco mais perceptível."


It screams Taxi Driver,


And it goest like thiz:

Walking down the avenue 
Found the time for a kill. 
Pretty girls to name a few… 
Leather skirts, bitten lips. 

Found them standing all alone 
Heard them whisper on the phone… 
To begin… 
A kill to begin… 

Pulling over outside 
A motel sweating sex and crimes. 
Strip you off, push you down: 
Silent youngster kneeling down. 
The tears he cried she fears now. 

Panic pictured in the room 
As a knife wields a singing croon 
For the blood… 
Love shown only for blood… 

Tears dried her night out, 
Vengeance dressed in and out. 
Someday soon you’ll reach sixteen – 
Novelty as she will ever be: 
Hand in gun, revenge toll. 

When he arrives flashing his pride 
She’ll be taking out his life 
To begin… 
A kill to begin… 

Hate is on the loose. 
Waited seven moons. 
My hate is on the loose. 
Way to start the killing soon. 

If you’re coming home tonight 
I will have you shot on sight 
For the love… 
Blood shown only for love…

It's actually cerulean

"This... stuff'? Oh. Okay. I see. You think this has nothing to do with you. You go to your closet and you select... I don't know... that lumpy blue sweater, for instance because you're trying to tell the world that you take yourself too seriously to care about what you put on your back. But what you don't know is that that sweater is not just blue, it's not turquoise. It's not lapis. It's actually cerulean. And you're also blithely unaware of the fact that in 2002, Oscar de la Renta did a collection of cerulean gowns. And then I think it was Yves Saint Laurent... wasn't it who showed cerulean military jackets? I think we need a jacket here. And then cerulean quickly showed up in the collections of eight different designers. And then it, uh, filtered down through the department stores and then trickled on down into some tragic Casual Corner where you, no doubt, fished it out of some clearance bin. However, that blue represents millions of dollars and countless jobs and it's sort of comical how you think that you've made a choice that exempts you from the fashion industry when, in fact, you're wearing the sweater that was selected for you by the people in this room from a pile of stuff."



domingo

Dear Collector: We hate you.

A letter from Anaïs Nin to her “Collector” (an anonymous client) about her frustrations that they ask to “leave out the poetry” and instead “concentrate on sex” in her stories:

"Dear Collector:

We hate you. Sex loses all its power and magic when it becomes explicit, mechanical, overdone, when it becomes a mechanistic obsession. It becomes a bore. You have taught us more than anyone I know how wrong it is not to mix it with emotion, hunger, desire, lust, whims, caprices, personal ties, deeper relationships which change its color, flavor, rhythms, intensities.

You do no know what you are missing by your microscopic examination of sexual activity to the exclusion of others, which are the fuel that ignites it. Intellectual, imaginative, romantic, emotional. This is what gives sex its surprising textures, its subtle transformations, its aphrodisiac elements. You are shrinking your world of sensations. You are withering it, starving it, draining its blood.

If you nourished your sexual life with all the excitements and adventures which love injects into sensuality, you would be the most potent man in the world. The source of sexual power is curiosity, passion. You are watching its little flame die of asphyxiation. Sex does not thrive on monotony. Without feeling, inventions, moods, no surprises in bed. Sex must be mixed with tears, laughter, words, promises, scenes, jealousy, envy, all of the spices of fear, foreign travel, new faces, novels, stories, dreams, fantasies, music, dancing, opium, wine.

How much do you lose by this periscope at the tip of your sex, when you could enjoy a harem of discrete and never-repeated wonders? Not two hairs alike, but you will not let us waste words on a description of hair; not two odors, but if we expand on this, you cry “Cut the poetry.” Not two skins with the same texture, and never the same light, temperature, shadows, never the same gesture; for a lover, when he is aroused by true love, can run the gamut of centuries of love lore, What a range, what changes of age, what variations of maturity and innocence, perversity and art, natural and graceful animals.

We have sat around for hours and wondered how you look. If you have closed your senses around silk, light, color, odor, character, temperament, you must by now be completely shriveled up. There are so many minor senses, all running like tributaries into the mainstream of sex, nourishing it. Only the united beat of sex and heart together can create ecstasy."



We'll never have Paris



Estou apaixonada pela namorada de Wittgenstein

"É uma tentação atribuir aos outros o poder de tirarem o melhor ou o pior de nós, como se fossemos um instrumento musical nas mãos de um músico, que tanto pode revelar o talento para extrair a nossa mais harmoniosa melodia, como apenas obter notas desafinadas e ruidosas. Os outros justificam o facto de sermos simultaneamente um Stradivarius e um violino de plástico."

mas ela já tem namorado...
"But charm is more valuable than beauty. You can resist beauty, but you can’t resist charm."


Um dos livros que comprei na Feira do Livro do Porto, 'because you can't resist charm'.

segunda-feira

Agora não o vou ressuscitar por uma bagatela

O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinzento, negro, quase-verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.

O mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.

As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.

Tudo é igual, mecânico e exacto.

Ainda por cima os homens são homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.

E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...

E obrigam-me a viver até à Morte!

Pois não era mais humano
morrer um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois,
achando tudo mais novo?

Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.

Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."

E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...


Tenho saudades do Bergman...
Poema roubado daqui

sábado

Faz-me lembrar a nova publicidade da Tmn

"É o momento de provar, por acções, que a dignidade do homem não fica atrás da grandeza de um Deus! É preciso que não tremas em face do abismo escuro onde a imaginação se condena aos seus próprios tormentos, ante o estreito caminho onde todo o inferno cintila!... Atreve-te, num passo ousado, a entrar nessa passagem, mesmo correndo o risco de aí encontrar o nada!"



William Adolphe Bouguereau - Les Oreades
"Mais tarde lembrar-se-ia não recordar nenhuma cor naquele instante de separação, apesar da lâmpada rosa que sabia estar acesa. Lembrar-se-ia haver-se dito que a ausência de cores é completa em todos os instantes de separação."


terça-feira

Touched by a masterpiece

"Touched by a masterpiece, a person begins to hear in himself that same call of truth which prompted the artist to his creative act. When a link is established between the work and its beholder, the latter experiences a sublime, purging trauma. Within that aura which unites masterpieces and audience, the best sides of our souls are made known, and we long for them to be freed. In those moments we recognise and discover ourselves, the unfathomable depths of our own potential, and the furthest reaches of our emotions."


Detail of William - Adolphe Bouguereau’s Pieta

sexta-feira

"eu, que assimilava as coisas novas com dificuldade igual à facilidade com que abandonava as antigas,"

Eu a assimilar músicas novas

sábado

Nabokov era o 385

"Um editor disse-me uma vez que cada escritor traz gravado dentro de si o número exacto de páginas que nunca ultrapassará em nenhum livro. O meu número era, salvo erro, o 385. Tchekov nunca poderia escrever um verdadeiro romance comprido. Era um sprinter e não um stayer. Dá a impressão de que não sabia manter focado, durante muito tempo, o padrão de vida que o seu génio apanhava por todo o lado; só era capaz de manter o encanto vivo deste padrão pelo período necessário a um conto, mas não podia conservar os pormenores necessários a uma narrativa longa e em grande escala"

Descobri este blog "Ponteiros Parados" e vou passar a tarde a lê-lo.




quinta-feira

Tchekhov

"Acusam-me de ser objectivo, chamando-lhe indiferença em relação ao bem e ao mal, falta de ideias e ideais, etc. Querem que, ao descrever ladrões de cavalos, diga: «Roubar cavalos é mau». Mas isso é sabido há séculos sem que eu tenha de o dizer. Deixem que um júri os julgue; a minha tarefa é simplesmente mostrar que género de pessoas são. Escrevo: estão a lidar com ladrões de cavalos e, assim, deixem-me dizer-lhes que não são mendigos, mas gente bem alimentada que segue um culto especial e que roubar cavalos não é simplesmente roubo, mas uma paixão. Claro que seria agradável combinar arte com sermões, mas, quanto a mim, é impossível por questões técnicas. Para descrever ladrões de cavalos em setecentas linhas, tenho de falar, pensar e sentir à maneira deles. De outro modo, a história não será tão compacta como os contos deveriam ser. Quando escrevo, conto inteiramente com o leitor para que este acrescente os elementos subjectivos que faltam na história" 
 
 

quarta-feira

Poesia... mas só às vezes

"Dizes que me amas de uma tal forma,
que não consigo deixar de corar;
que me amas de um modo primitivo,
sem razão aparente e sem desculpas
e que me amas porque me desejas,
porque sabes que eu também te amo
e como o monstro deste amor nos devora
a alma, a paciência e as maneiras.
É uma pena que todas estas coisas
morram em nós afogadas de silêncio."



Também se lê aqui




segunda-feira

C'mon, live a little

"A Prudência é uma velha solteirona rica e feia, cortejada pela Incapacidade"


Lovely song

Existe dia e noite na lua

"A lua é a marca do artista. O sol a do exibicionista."


sábado

Isto leva-me a muitos sítios

"Carmen, Carmen, staying up till morning
Only seventeen, but she walks the streets so mean
It's alarming truly how disarming you can be
Eating soft ice cream, Coney Island queen"






quinta-feira

"Only great minds can afford a simple style."





segunda-feira

Ella ella eh eh eh

   "Era Ulisses e ele perguntava se ela não queria almoçar na Floresta da Tijuca. Ela se controlou para não gritar que sim. Disse disfarçando:
 – Hoje?
 – Passo de carro aí à uma da tarde.
Ela nem precisava pensar no que ia vestir, tanto já sabia: iria com a saia xadrez de lã e o suéter vermelho que também para si comprara, quando comprara o das crianças. De seu próprio guarda-chuva vermelho não ia precisar, já que Ulisses a apanharia à porta de casa. O que era uma pena. O seu guarda-chuva vermelho quando aberto parecia um pássaro escarlate de asas transparentes abertas. Então resolveu que sairia de casa quinze minutos antes da uma, para esperá-lo de guarda-chuva vermelho aberto."

Imagem daqui: Dias que voam

The Who: a genre itself

Descrição maravilhosa do álbum "Pronounced Leh-Nerd Skin-Nerd" (dos Lynyrd Skynyrd):

"Part blues, part country, part The Who"



Listening and relistening

sexta-feira

Carta para não mandar

Dispenso-a de comparecer na minha ideia de si.  
 

quinta-feira

The Madam of an unusual house of literary prostitution

"Most of the erotica was written on empty stomachs. Now, hunger is very good for stimulating the imagination; it does not produce sexual power, and sexual power does not produce unusual adventures. The more hunger, the greater the desires, like those of men in prison, wild and haunting. So we had here a perfect world in which to grow the flower of eroticism."


I tried to be like Grace Kelly...



quarta-feira

"Não ter sido Madame de harém! Que pena tenho de mim por me não ter acontecido isso!"

Como não fazer nada e ter uma mama de fora ao mesmo tempo e em grande estilo





Daqui: Mr. Waterhouse (que deve andar agora a pintar a Winehouse)