quinta-feira
quarta-feira
Jack me jack me jack me jack me jack me till i start to scream
"A arte serve de fuga para a sensibilidade que a acção teve de esquecer. A arte é a Gata Borralheira, que ficou em casa porque teve de ser. "
É preciso deixar a Gata Borralheira sair para dançar
A foggy day in Clint Eastwood
"You know the beautiful line by Oscar Wilde about the painter Turner, who painted so many foggy landscapes of London? Wilde said that before Turner there was no fog in London. And, you know, it's true. Because you take any piece of English literature before Turner, and nobody talks about the fog. You have no fog in Shakespeare, no fog in Ben Jonson. They never talk about it. But the day Turner decided to paint London the way he saw it – filled with a heavy fog – well, London had fog from that day forward, that's all. After Turner, in every English novel there is fog. And we are thankful to Turner for having discovered something that was obvious, but that none of us could see: that there is fog in London. Don't you think that's wonderful?"
Uma outra perspectiva sobre o mesmo:
"George Steiner: Lolita, perdoe-me, Lolita é um milagre. Antes de Lolita elas não existiam; depois do livro, estão em todas as esquinas. Ele criou o que já lá estava. E criar o que já existe é um milagre raro. De um momento para o outro, vemo-las em todo o lado, nas suas mini-saias, mas foi ele quem viu primeiro aquilo que nós não teríamos podido ver sem ele. É um livro fantástico. A perseguição pela América, de motel em motel..."
sábado
I'm the female version of Johnny Bravo
terça-feira
segunda-feira
Miles and me
"I don't pay no attention to what critics say about me, the good or the bad. The toughest critic I got is myself... and I'm too vain to play anything I think is bad."
Jeanne Moreau e Miles Davis
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1001 Albums You Must Hear Before You Die
sexta-feira
Só as cartas explicam que exista uma palavra como intimidade
"Se as caixas de correio soubessem quantas vezes as pessoas se dirigem a elas para decidirem os seus destinos, não teriam aquele ar tão resignado. Eu, ao menos, por pouco não cobri de beijos a minha caixa do correio e, olhando para ela, compreendi que os correios são o bem supremo!..."
terça-feira
"Segue pela ponte, passando por uma casa que parece ter bebido um copo a mais e corta na primeira rua à esquerda e depois na segunda à direita, não há nada que enganar."
quarta-feira
segunda-feira
Hey, must be a devil between us
"A natureza é o pecado, o espírito é o diabo em pessoa, e a dúvida é o produto do seu acasalamento monstruoso."
sexta-feira
I'll see you on the blue side of the rose
I am too tired to bother
with happiness. I'll let gloom and fog
roll in and roll out of my life.
My little fits of storms clear away
by mid-day, and the sky opens again
to blue.
with happiness. I'll let gloom and fog
roll in and roll out of my life.
My little fits of storms clear away
by mid-day, and the sky opens again
to blue.
One of The Greatest songs ever
sábado
Trash
"Uns são grandes sádicos, outros são grandes pederastas, outros confessam, com uma tristeza de voz alta, que são brutais com mulheres. Trouxeram-nas ali, a chicote, pelos caminhos da vida. No fim ficam a dever o café."
sexta-feira
Very seriously one day Billie asked herself: "Am I Emo?"
"When she stretches her syllables out into a blistered sigh on "I'm A Fool To Want You", it is as though she is lost in her own imaginary blues frequency"
Comprei este poster há 4 meses, e está há 4 meses no saco porque o quero emoldurar (humidade na parede e mudanças de casa acabam por estragar os posters). Tudo se adia nesta vida, mas nunca os blues, Beatrix...
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1001 Albums You Must Hear Before You Die
All I want for Christmas is a tap dance
I just got an invitation through the mails:
"Your presence requested this evening, it's formal
A top hat, a white tie and tails"
"Your presence requested this evening, it's formal
A top hat, a white tie and tails"
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Irving Berlin - Top Hat White Tie and Tails
terça-feira
Socrates visited theoutnet.com one day,
"and when Socrates saw various articles of luxury spread out for sale, he exclaimed: How much there is in the world I do not want."
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Arthur Schopenhauer - The Wisdom of Life
segunda-feira
Henry Miller knows two kinds of readers
1
2
"Arthur Raymond, pelo contrário, dava a impressão de devorar o conteúdo de um livro. Lia com atenção muscular - ou assim me parecia, ao observar os efeitos nele produzidos. Lia como uma esponja, empenhado em absorver os pensamentos do escritor. A sua única preocupação consistia em ingerir, assimilar,redistribuir. Era um vândalo. Cada novo livro representava uma nova conquista, os livros fortaleciam o seu ego. Não crescia: inchava de orgulho e arrogância. Procurava corroborações, para poder avançar e dar batalha. Não permitia que o vencessem. Podia prestar tributo ao autor que admirava, mas era incapaz de dobrar o joelho. Permanecia obstinado e inflexível, a sua carapaça tornava-se cada vez mais grossa.
Pertencia àquele tipo de pessoas que, depois de lerem um livro, não são capazes de falar de outra coisa durante semanas. Fosse a que fosse que se aludisse ao conversar com ele, estabelecia sempre uma relação com o livro que acabava de devorar. O curioso nestas «ressacas» era que, quanto mais ele falava do livro, mais se sentia o seu desejo inconsciente de o destruir. Parecia-me sempre que, no fundo, se sentia deveras envergonhado por ter consentido que outro espírito fascinasse o seu. As suas palavras não eram acerca do livro e, sim, do modo completo e penetrante como ele, Arthur Raymond, o compreendera. Era inútil esperar que nos desse um resumo da obra. Esclarecia-nos apenas acerca do assunto, e mesmo assim só o suficiente para acompanharmos inteligentemente a sua análise e as suas deduções. Embora não se cansasse de repetir: «Deves lê-lo, é maravilhoso», o que queria realmente dizer era: «Acredita que é uma obra importante, sou eu que to digo. Se assim não fosse, não perderia o meu tempo a discuti-la contigo.» E as suas palavras implicavam, além disso, ser uma sorte não a termos lido ainda, pois só por nós não seríamos capazes de descobrir as pérolas que ele, Arthur Raymond, descobrira. «Quando acabar de te contar a história», parecia dizer, «não precisarás de a ler. Sei não apenas o que o autor disse, mas também o que pretendia dizer e não disse.»"
"Tirando o meu amigo Roy Hamilton, não conhecia ninguém que fosse capaz de extrair mais de um livro. Eviscerava, literalmente, o texto. Roy Hamilton avançava milímetro a milímetro, por assim dizer, demorando-se dias ou até semanas numa frase. Às vezes levava um ano ou dois para acabar de ler um pequeno livro, mas quando acabava, parecia que acrescentara um cúbito à sua estatura. Meia dúzia de bons livros chegavam para lhe fornecer alimento espiritual suficiente para o resto da vida. Para ele, os pensamentos eram coisas vivas, como para Louis Lambert. Depois de ler minuciosamente um livro, dava a impressão de conhecer todos os livros. Pensava e vivia através da leitura de um livro, da qual emergia como um ser novo e glorificado. Era precisamente o oposto do erudito cuja estatura diminui a cada livro que lê."
2
"Arthur Raymond, pelo contrário, dava a impressão de devorar o conteúdo de um livro. Lia com atenção muscular - ou assim me parecia, ao observar os efeitos nele produzidos. Lia como uma esponja, empenhado em absorver os pensamentos do escritor. A sua única preocupação consistia em ingerir, assimilar,redistribuir. Era um vândalo. Cada novo livro representava uma nova conquista, os livros fortaleciam o seu ego. Não crescia: inchava de orgulho e arrogância. Procurava corroborações, para poder avançar e dar batalha. Não permitia que o vencessem. Podia prestar tributo ao autor que admirava, mas era incapaz de dobrar o joelho. Permanecia obstinado e inflexível, a sua carapaça tornava-se cada vez mais grossa.
Pertencia àquele tipo de pessoas que, depois de lerem um livro, não são capazes de falar de outra coisa durante semanas. Fosse a que fosse que se aludisse ao conversar com ele, estabelecia sempre uma relação com o livro que acabava de devorar. O curioso nestas «ressacas» era que, quanto mais ele falava do livro, mais se sentia o seu desejo inconsciente de o destruir. Parecia-me sempre que, no fundo, se sentia deveras envergonhado por ter consentido que outro espírito fascinasse o seu. As suas palavras não eram acerca do livro e, sim, do modo completo e penetrante como ele, Arthur Raymond, o compreendera. Era inútil esperar que nos desse um resumo da obra. Esclarecia-nos apenas acerca do assunto, e mesmo assim só o suficiente para acompanharmos inteligentemente a sua análise e as suas deduções. Embora não se cansasse de repetir: «Deves lê-lo, é maravilhoso», o que queria realmente dizer era: «Acredita que é uma obra importante, sou eu que to digo. Se assim não fosse, não perderia o meu tempo a discuti-la contigo.» E as suas palavras implicavam, além disso, ser uma sorte não a termos lido ainda, pois só por nós não seríamos capazes de descobrir as pérolas que ele, Arthur Raymond, descobrira. «Quando acabar de te contar a história», parecia dizer, «não precisarás de a ler. Sei não apenas o que o autor disse, mas também o que pretendia dizer e não disse.»"
domingo
Plato
"At the touch of a lover, everyone becomes a poet."
Add to Whish list: The Girl in the Song: The Stories Behind 50 Rock Classics
Black leather pants
Words dissemble
Words be quick
Words resemble walking sticks
Plant them they will grow
Watch them waver so
I'll always be a word man
Better than a bird man
And black leather pants would never be the same again
Epic commonplaces
"And to me that is the true mark of strength in literature. Commonplaces are put to use only by imbeciles or by geniuses. Mediocre natures avoid them; they seek out the exceptional, the highs and lows."
She, seeking the highs
terça-feira
quarta-feira
The eating of the duck
"Se lhe perguntar qual das histórias que escreveu é a sua favorita, ela hesita muito tempo e depois diz que talvez seja a história que uma vez leu num livro: um professor de inglês na China perguntou ao seu estudante chinês qual foi o momento mais feliz da sua vida. O estudante hesitou muito tempo. Por fim, sorriu com embaraço e disse que uma vez a sua esposa foi a Pequim e comeu lá pato, e ela falava-lhe disso muitas vezes, então ele teria que dizer que o momento mais feliz da sua vida foi a viagem dela, e comer o tal pato."
“If you ask her what is a favorite story she has written, she will hesitate for a long time and then say it may be this story that she read in a book once: an English language teacher in China asked his Chinese student to say what was the happiest moment in his life. The student hesitated for a long time. At last he smiled with embarrassment and said that his wife had once gone to Beijing and eaten duck there, and she often told him about it, and he would have to say the happiest moment of his life was her trip, and the eating of the duck.”
segunda-feira
"O pensamento pode ter elevação sem ter elegância, e, na proporção em que não tiver elegância, perderá a acção sobre os outros. A força sem a destreza é uma simples massa."
Eric, you know as well as I there’s nothing new, except someone new
"A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova. Baldado esforço o teu se queres sentir outras coisas sem sentires de outra maneira, e sentires de outra maneira sem mudares de alma. Porque as coisas são como nós as sentimos – há quanto tempo sabes tu isto sem o saberes? – e o único modo de haver coisas novas, de sentir coisas novas é haver novidade no senti-las.
Muda de alma. Como? Descobre-o tu."
Muda de alma. Como? Descobre-o tu."
UF
"Somos como rosas que nunca se deram ao trabalho de
desabrochar quando deviam ter desabrochado e
é como se
o sol estivesse farto de
esperar."
desabrochar quando deviam ter desabrochado e
é como se
o sol estivesse farto de
esperar."
sábado
Art creates its own audience
"O que faz que uma obra de génio dificilmente seja logo admirada é que o que a escreveu é extraordinário, poucas pessoas se lhe assemelham. É a sua obra que, fecundando os raros espíritos capazes de a compreender, os fará crescer e multiplicar. Foram os quartetos de Beethoven (os quartetos XII, XIII, XIV, e XV) que levaram cinquenta anos a fazer nascer, a aumentar o público dos quartetos de Beethoven, realizando assim, como todas as obras-primas, um progresso, se não no valor dos artistas, ao menos na sociedade dos espíritos, hoje amplamente composta pelo que era impossível de encontrar quando a obra-prima apareceu, isto é, por seres capazes de a amar."
terça-feira
My girlfriend always laughs during sex - no matter what she's reading
"Faz parte da natureza das bibliotecas tornarem-se um espelho do seu proprietário. E quem as saiba «descodificar com subtileza» encontrará nelas, mais ou menos escondida, a «natureza profunda do seu bibliotecário»."
segunda-feira
O autoconhecimento
"Os problemas começam em nós próprios, no desequilíbrio das emoções, na incompetência para gerir fobias, desejos, ambições, na rotina com que a vida nos armadilha a vontade, na fraqueza crítica e autocrítica do espírito. Por mais defeitos que tivesse, Sócrates, o original, estava cheio de razão quando apregoava o autoconhecimento. É tudo o que nos resta. Se não nos levar à sabedoria, leve-nos, pelo menos, a uma menor estupidez."
sexta-feira
Jump around, jump up jump up and get down
"Ah, Saturday! Sunday's Friday."
Poder passar o dia a ouvir esta música e a olhar para este gif, ficar cansada e ir comer mais :)
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