
sábado
Lollipop Lollipop oh Lolli Lolli Lolli
quinta-feira
Em cada cem pessoas
"Em cada cem pessoas:
sabendo de tudo mais do que os outros:
- cinquenta e duas,
inseguras de cada passo:
- quase todas as outras,
prontas a ajudar
desde que isso não lhes tome muito tempo:
- quarenta e nove, o que já não é mau,
sempre boas porque incapazes de ser de outro modo:
- quatro; enfim, talvez cinco,
prontas a admirar sem inveja:
- dezoito,
induzidas em erro
por uma juventude afinal tão efémera:
- mais ou menos sessenta,
com quem não se brinca:
- quarenta e quatro,
vivendo sempre angustiadas
em relação a alguém ou a qualquer coisa
- setenta e sete,
dotadas para serem felizes:
- no máximo vinte e tal,
inofensivas quando sozinhas
mas selvagens quando em multidão:
- isso, o melhor é não tentar saber nem mesmo aproximadamente,
prudentes depois do mal estar feito:
- não mais do que antes,
não pedindo nada da vida excepto coisas:
- trinta, mas preferia estar enganada,
encurvadas, sofridas,
sem uma lanterna que lhes ilumine as trevas
- mais tarde ou mais cedo, oitenta e três,
justas
- pelo menos trinta e cinco, o que já não é nada mau,
mas se a isso juntarmos o esforço de compreender
- três,
dignas de compaixão:
- noventa e nove,
mortais:
- cem por cento,
número que, de momento, não é possível alterar."
O texto viajou assim: Wislawa Szymborska > Carlos Vaz Marques > Menina Limão > Eu
sabendo de tudo mais do que os outros:
- cinquenta e duas,
inseguras de cada passo:
- quase todas as outras,
prontas a ajudar
desde que isso não lhes tome muito tempo:
- quarenta e nove, o que já não é mau,
sempre boas porque incapazes de ser de outro modo:
- quatro; enfim, talvez cinco,
prontas a admirar sem inveja:
- dezoito,
induzidas em erro
por uma juventude afinal tão efémera:
- mais ou menos sessenta,
com quem não se brinca:
- quarenta e quatro,
vivendo sempre angustiadas
em relação a alguém ou a qualquer coisa
- setenta e sete,
dotadas para serem felizes:
- no máximo vinte e tal,
inofensivas quando sozinhas
mas selvagens quando em multidão:
- isso, o melhor é não tentar saber nem mesmo aproximadamente,
prudentes depois do mal estar feito:
- não mais do que antes,
não pedindo nada da vida excepto coisas:
- trinta, mas preferia estar enganada,
encurvadas, sofridas,
sem uma lanterna que lhes ilumine as trevas
- mais tarde ou mais cedo, oitenta e três,
justas
- pelo menos trinta e cinco, o que já não é nada mau,
mas se a isso juntarmos o esforço de compreender
- três,
dignas de compaixão:
- noventa e nove,
mortais:
- cem por cento,
número que, de momento, não é possível alterar."
O texto viajou assim: Wislawa Szymborska > Carlos Vaz Marques > Menina Limão > Eu
sexta-feira
Somos todos míopes, excepto para dentro
"Que me pode dar a China que a minha alma me não tenha já dado? E, se a minha alma mo não pode dar, como mo dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir? Poderei ir buscar riqueza ao Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele."
Niiiii - é uma faca de dois legumes
"Omnia fui, nihil expedit - fui tudo, nada vale a pena"
Eve Arnold - Bar girl in a brothel in the red light district, Havana, 1954
quinta-feira
É por isso que eu ainda não vi os Padrinhos
"Ter já lido os Pickwick Papers é uma das grandes tragédias da minha vida.
(Não posso tornar a relê-los)"
Vídeo! - All England Summarize Proust Competition:
(Não posso tornar a relê-los)"
Uma das grandes tragédias da minha vida é já estar no segundo volume du temps perdu. Resta-me a alegria de saber que quando acabar de os ler todos, vou com certeza comer madeleines everyday forever in hell (não, este blog ainda não se chama "Tenho estado a ler whitman PTblueblog", foi só uma referência a esta imagem)
Vídeo! - All England Summarize Proust Competition:
quarta-feira
Bolas
"Mas, sobretudo, ao falar dos meus gostos que não mais mudariam, do que estava destinado a tornar a minha vida feliz, insinuava em mim duas suspeitas terrivelmente dolorosas. A primeira era de que a minha vida tinha já começado (quando todos os dias me considerava como que no limiar da minha vida ainda intacta, e que só começaria no dia seguinte de manhã), mais ainda, que o que se ia seguir não seria muito diferente do antecedente. A segunda suspeita, que a bem dizer não passava de outra forma da primeira, era de que não estava situado fora do Tempo, antes sujeito às suas leis (...) Teoricamente sabe-se que a terra gira, mas de facto não damos por isso, o chão que pisamos parece que não se mexe e vivemos tranquilos. É o que se passa com o Tempo na vida."
domingo
A Rochester man
"Ele se levantou e se aproximou de mim, e vi aquele rosto ardente, aqueles olhos de falcão chispando, ternura e paixão em todos os seus traços. Fraquejei por um instante — mas logo me refiz. Não toleraria cenas melosas, manifestações ousadas; e estava em perigo de ambas."
jacKerouac
"Num silêncio cheio de deferência e ternura, despiu-se completamente e enfiou o seu minúsculo corpo debaixo dos lençóis, a meu lado. Era moreno como uvas tintas. Vi o seu pobre ventre que tinha uma cicatriz de cesariana; as suas ancas eram tão estreitas que não podia ter um filho sem ser de barriga aberta. As pernas pareciam palitos. Media menos de um metro e meio de altura. Fiz amor com ela na suavidade da manhã indolente. Depois, como dois amigos exaustos, tristemente arremessados num baixio de Los Angeles, tendo atingido juntos o que há de mais íntimo e voluptuoso na vida, adormecemos e dormimos até altas horas da tarde."
Ethermination
"This is the main advantage of ether: it makes you behave like the village drunkard in some early Irish novel...total loss of all basic motor skills: blurred vision, no balance, numb tongue - severance of all connection between the body and the brain. Which is interesting, because the brain continues to function more or less normally... you can actually watch yourself behaving in this terrible way, but you can't control it."
sábado
Dois punhais afiados para conhecer o ouro
Madrugavam os dias e a máquina de destruição ainda por olear estava. Aproveitava-se ela para penetrar a minha alma, amolecendo-a (água mole em pedra dura tanto bate até que fura). A elevei a estatuto de miúda? Apenas considerei: comigo comunicava todos os dias. Não falhava nenhum sol. Tentava o meu grupo, aproximando-se. Olhar meu desviado em sinal de desdém, pois diz-se que quem sente e não se sente, se ressente.
A verdade
Claudicava a sua atenção aos demais aquando do meu despertar oral, tímido, ainda assim efectivo, chamativo, atractivo, hipnotizante. Quanto mais pedia ódio mais ela o acariciava, acalmando-o. Era ele que ela evocava nas saídas. O querer confiar. Numa noite digna de deuses em festa em casa de Dionísios dançava-mos pelas ruas enlameadas e luminosas.
Aqui a mente obedece a um outro Senhor e mais poderoso, sensual e emotivo. A voz da razão entra em acção. Cada um seguia o caminho que a bebida lhe ditava. Esta não passa de um dispositivo para fazer emergir a verdadeira missão que temos aqui na Terra a realizar. Da qual já nos esqueceramos, de geração em geração; encarnação em encarnação; sepultura em sepultura. São demasiadas fases e barreiras a ultrapassar. A memória tem uma admirável capacidade de armazenamento de informação, mas tanta é claro que não. Apenas os deuses.
Cedera à vontade da razão e abraçava-me ao meu inimigo. O toque permitiu ao espírito uma análise karmática que resultou numa agradável surpresa.
Sucedera que lhe parecera que a
conhecera numa vida passada,
assim a reconhecera
ainda que a mal-tratada
não o fazia relembrar de nada.
Acompanhou-o, a ele e a um amigo, na desventurada noite em que o Governador dava uma festa nos seus "modestos" aposentos de conveniência psicadélica.
Fazia-se agora de difícil.
Passava-lhe a sinceridade da moca
mensageira.
Sóis e luas revezavam-se no altar das estrelas e novas saídas programadas. Quando elas não se faziam aparecer lá vinha ela com algo a propôr, só mesmo para a voltar a ter.
Por duas vezes se propôs a organizar...Por duas vezes se expôs sem nada concretizar...
Uns anos dum amigo comum.
Poucas pessoas da sua "nova vida" fizeram o favor de aparecer.
Ele esteve
E ela foi lá ter.
Falava, como sempre foi, ela com ele. Depois de quatro (ou cinco) idas e voltas de textos, lá ela se dignou a comparecer no sítio previamente combinado. Ele descia as ruas de uma forma escura, desamparada e solitária. Escondia a embriaguez amarrando-a. Não a queria soltar, ainda que ela com a sua força dominadora se escapasse por ali e por acolá.
Primeira vez em que ela de facto reconheceu defeitos por ele e sua bebedeira desvendados. Há noites atrás. Na tal primeira. Primeiro e único abraço. Primeiro e único verdadeiro contacto espiritual. Os corpos aqui teceram pequenas suturas nos pontos de toque para se trocarem reminiscências que se faziam presentes. Tantas vidas juntos. Será? Ou tão pouco tempo juntos que amplificou esse possível amor existente? A falta sem dúvida.
Entrou em nova (ou tentou) moca para fazer aquilo que evitou ou esperou que fosse feito no dia do toque. Maus julgamentos.
Não.
Não exteriorizou bebedeira e zangou-se duma forma terrível e imperial.
Recusou – aceitando desta forma – a atenção que emanava dela.
Atenção
Por diversas ocasiões se fez sentir. Dois ou três consecutivos encontros que se desencontraram. Após ao insucesso de um deles, um pedido (resposta a um prévio dele. Um teste. Uma brincadeira. Um esclarecimento, também) de cinema da parte dela.
Insucesso.Alterou-o e passou-o para o dia seguinte.
Insucesso.
(Ele não facilitava. Afinal a desconfiança ainda era ponto assente.)
Tempo.
As relações deterioraram-se de ligeira forma. O olhar dela era o único recurso agora. Diversos foram os olhares capturados pela sua essência. Olhares tristes, vazios, enfadonhos, mas sempre esperançosos e ternurentos.
Outras experiências dizem que no olhar o cego não deve confiar. Confiou, o estúpido relegado mortal. Convite para cinema: dele para ela. Poético deve-se dizer. Atrapalhada ela ficou. Assentiu de forma rápida e insistente.
Parêntesis
Recorria ela ao fenómeno da digitalização de informação. Do repentino e instantâneo. Acessível e visível a todos, potenciais voyeurs. "Invisibilidade" de identidade; capa para poder soltar sonhos e aspirações secretos para o exterior. Dizia-se ali que o coração, de facto, era um músculo. O cupido era um monstro insensível. Um jornal aberto. Um elefante que só trombas tinha. Aglutinação do nome com a faculdade própria de quem fala demais e desnecessariamente. Queria desenhar mas não o sabia. Um espectro invisível se tornara.
Pobre rapariga.
Após a única saída de ambos uma imagem que tudo resume: um homem e uma mulher trajados com vestes unifórmicas. Tipo Samurais. Mergulhados num grande tanque cheio de um branco líquido – a luz da vida. A vida – o líquido. Este jorrava incessantemente vindo de cima. Os seres abraçavam-se num ardente beijo que de facto faíscava; por detrás ódio mútuo; dois punhais afiados para conhecer o ouro.
Saída
Nada de certo. Muitas palavras pelo ar. Discussão. Sorrisos. Timidez recíproca. Insultos. Preocupação. Insinuação. Representação.
Queremos a vossa atenção!
Escrevia agora que não entendia, não entendia o porquê de bater em retirada. Triste?
Talvez.
Ressentida?
Bem provável.
Auto-intitulava-se de horrível, pois ele a criticara francamente a escolha de hediondo visual.
Agora rejeitava qualquer tipo de reconciliação e de aproximação. Ainda assim mantinha o seu defeito intacto.
Falavam-se.
No fim
Uma última e derradeira achega. Parecia andar sobre fortes e mágicos carris. Vincava o seu estar solitário como algo de bom.
Sim, publicamente...
Pois...algo andava mal, de diferente ao que referia.
"À carga" disse ele, mas ao quê? Nada aparecia-lhe à frente da sua fronha. Dizia-lhe ela que nunca lá estivera com ele nem em presença, nem em sentimento, nem em...olhar. Raptaram o objecto de ódio/amor. A experiência derradeira. Chegara ao fim? Estará de férias? O nosso cego Senhor Destino disso se ocupará. Só ele sabe o que os seus filhos devem ou não ver.
Eu diria que o meu olhar se abriu apenas para ver a pálpebra fechada.
Um falso despertar.
Mas sempre...sempre...
SEMPRE...
Uma experiência.
sexta-feira
A luz. A sombra
Pre holiday blues, Holiday blues, Post holiday blues, Everyfuckingminute blues
Se ao desinteresse lhe acrescentar
Um copo de luxúria,
Um aroma de vaidade,
Ou uma garfada de gula
Libera-se ao pecado da vida
Um copo de luxúria,
Um aroma de vaidade,
Ou uma garfada de gula
Libera-se ao pecado da vida
quinta-feira
Heaven knows I'm miserable now
"Voltei para casa. Acabava de viver o primeiro de Janeiro dos homens velhos, que nesse dia se distinguem dos novos, não porque já não lhes dêem presentes, mas porque já não acreditam no Ano Novo. Presentes tinha-os eu recebido , mas não o único que me teria dado prazer, e que seria um bilhete de Gilberte. E, no entanto, apesar disso, eu era ainda novo, pois havia conseguido escrever-lhe um, graças ao qual esperava, ao contar-lhe os sonhos solitários da minha ternura, despertar nela outros semelhantes. A tristeza dos homens que envelheceram está em nem sequer pensarem em escrever tais cartas, cuja ineficácia já conhecem."
Fernando and Snoopy are here to show us how they go through life. Big time!
"Como todo o indivíduo de grande mobilidade mental, tenho um amor orgânico e fatal à fixação. Abomino a vida nova e o lugar desconhecido."
segunda-feira
Oh as casas as casas as casas
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
A música que eles estão a dançar
Escolhamos então
"O prazer gasta-nos. O trabalho fortifica-nos. Escolhamos.
Quanto mais nos servimos de um destes meios, mais o outro nos inspira repugnância."
Quanto mais nos servimos de um destes meios, mais o outro nos inspira repugnância."
sexta-feira
A arrumação das catleias
"Por mais que sejamos insensíveis a respeito de mulheres, que consideremos a posse das mais diversas como sendo sempre da mesma, e conhecida antecipadamente, essa posse torna-se, pelo contrário, um prazer novo quando se trata de mulheres suficientemente difíceis — ou assim por nós consideradas — para que sejamos obrigados a fazê-la nascer de algum episódio imprevisto das nossas relações com elas, como fora para Swann, da primeira vez, a arrumação das catleias."
A arrumação das catleias, daqui
A arrumação das catleias v2.0
É um livro acima de tudo sobre cadeiras
"...a maior parte das vezes deixava-se cair na sua atitude desleixada e enfadada, mas abominavelmente desejável, numa poltrona vermelha, ou numa chaise longue verde, ou numa cadeira de lona às riscas, com toldo e apoio para os pés, ou numa cadeira de balouço, ou em qualquer outra cadeira de jardim debaixo de um toldo vermelho, no pátio, e eram precisas horas de blandícias, ameaças e promessas para a convencer a conceder-me durante alguns segundos os seus membros bronzeados, na reclusão do quarto de cinco dólares, antes de fazer qualquer outra coisa que preferisse ao meu pobre prazer.
Um misto de ingenuidade e fingimento, encanto e vulgaridade, amuos azuis e jovialidade rósea, Lolita, quando lhe apetecia, tornava-se uma garota muito exasperante. Eu não estava, de modo nenhum, preparado para os seus excessos de tédio desorganizado e interesse tenso e veemente, nem para o seu estilo desleixado, melancólico, de olhar apático, e tão pouco para aquela espécie de palhaçada difusa, que ela julgava denunciar uma personalidade «dura», à maneira de garoto vadio."
quarta-feira
33 minutos de ansioso desejo em homenagem a Humbert Humbert
"Se a corda de um violino pode sentir-se dorida de ansioso desejo eu era essa corda."
Humbert tentou fugir das tentações, mas devagar
"Dentro de minutos – digamos vinte, digamos meia hora, sicher ist sicher, como o meu tio Gustavo costumava dizer – entraria naquele «342» e encontraria a minha ninfita, minha bela e minha noiva, aprisionada no seu sono de cristal. Jurados! Se a minha felicidade pudesse falar, teria enchido aquele elegante hotel com um barulho ensurdecedor. A única coisa que lamento, hoje, é não ter depositado calmamente a chave «342» na portaria e saído da cidade, do país, do continente, do hemisfério – oh, do próprio globo! – , naquela mesma noite."
sexta-feira
quinta-feira
Dear FutureMe
Recebi hoje um e-mail do meu passado:
"The following is an e-mail from the past, sent through FutureMe.org
It was composed on Tuesday, August 10, 2010, to be sent on Wednesday, August 10, 2011:
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Dear FutureMe,
I have such a wonderful life
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
like hearing from your past?"
Liked it indeed
Escrevam-se: FutureMe
"The following is an e-mail from the past, sent through FutureMe.org
It was composed on Tuesday, August 10, 2010, to be sent on Wednesday, August 10, 2011:
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Dear FutureMe,
I have such a wonderful life
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
like hearing from your past?"
Liked it indeed
Escrevam-se: FutureMe
E Boas Férias
A carta do Bernard
"Agora, como que para provar que sou susceptível à atmosfera que me rodeia, aqui, no meu quarto, quando acendo a luz e vejo as folhas de papel, a mesa, o roupão negligentemente poisado nas costas da cadeira, sinto que sou aquele homem simultaneamente ousado e prudente, aquela figura intrépida e perniciosa que, despindo o casaco com elegância, agarra na caneta e de imediato se põe a escrever à rapariga por quem está profundamente apaixonado.
(...)
Contudo, tenho de lhe dar a impressão (e isto é muito importante) de que salto de uma coisa para outra com o maior à-vontade do mundo. Saltarei do trabalho para o homem que se afogou (tenho uma frase para isso), depois para Mrs. Moffat e os seus ditos (tenho algumas notas a esse respeito), e só então farei algumas reflexões aparentemente casuais, mas repletas de profundidade (é com frequência as críticas mais profundas serem feitas por acaso) sobre um qualquer livro que tenha andado a ler, um livro pouco conhecido. Quero que ela diga quando escova o cabelo ou apaga a vela: "Onde é que li isto? Oh, na carta do Bernard!". É na velocidade que reside o efeito quente, húmido, o fluxo contínuo de frases que tanto preciso."
Sobre Virginia Woolf, check this out
Insults
It was very good of God to let Carlyle and Mrs Carlyle marry one another and so make only two people miserable instead if four.
Samuel Butler (1835-1902) on Thomas Carlyle (1795-1881) The majority of husbands remind me of an orang-utan trying to play the violin.
Honore de Balzac (1799-1850)
Far too noisy, my dear Mozart, far too many notes...
Archduke Ferdinand of Austria on Wolfgang Amadeus Mozart (1756-91)
I can compare Le Carnival Romain by Berlioz to nothing but the caperings and gibberings of a big baboon, over-excited by a dose of alcoholic stimulus.
George Templeton Strong, British critic, diary entry I love Wagner, but the music I prefer is that of a cat hung up by its tail outside a window and trying to stick to the panes of glass with its claws.
Charles Baudelaire (1821-67) on Richard Wagner It's bad when they don't perform your operas - but when they do, it's far worse.
Camille Saint-Saens (1835-1921) on Dame Ethel Smyth (1858-1944), composer
Fashion is what one wears oneself. What is unfashionable is what other people wear.
An Ideal Husband - Oscar WildeLovely website
espelho
De que nos serve então um espelho, a nós vaidosos?
Fail: meia hora à procura desta música porque achava que ele dizia na letra "you're so vain" e adequava-se, afinal é "your blue veins" e não se adequa, mas fica na mesma.
Woolf like me
"Suponhamos, por exemplo, que os homens estavam apenas representados na literatura como amantes das mulheres e nunca como amigos de homens, soldados, pensadores e sonhadores; muito poucos papéis nas peças de Shakespeare lhes poderiam ser distribuídos; o que não sofreria a literatura! Poderia haver mais Otelos; e muitos Antónios, mas nenhum César, Brutus, Hamlet, Lear ou Jacques — a literatura ficaria incrivelmente empobrecida, como, na verdade, o está, para além do que já vimos, devido às portas que se têm fechado às mulheres. Casadas contra vontade, mantidas fechadas num quarto e impedidas de ter uma ocupação, como poderia um dramaturgo fazer uma descrição completa , interessante e autêntica? O amor era a única situação possível."
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Virginia Woolf - Um Quarto Só Para Si
terça-feira
La mirada de Jeremias Plancha
Is this a lasting treasure
or just a moment pleasure?
Can I believe the magic of your sight?
or just a moment pleasure?
Can I believe the magic of your sight?
Holy Jeremy Irons
So long, Miss Amy Winehouse
So long, Miss Amy Winehouse
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