" - Diga-me uma coisa: por que leva uma vida tão enfadonha, tão cinzenta? - perguntei a Belokúrov no caminho para casa.
- A minha vida é enfadonha, difícil, monótona, porque sou pintor, um homem esquisito, vivo atormentado desde jovem pela inveja, pelo descontentamento comigo mesmo, pela desconfiança com o meu próprio trabalho, sempre pobre, sou um vagabundo; mas o senhor? É um homem sadio, normal, proprietário rural, um senhor: porque vive assim, sem graça nenhuma, porque tira tão pouco da vida?"








































