segunda-feira

Could it be the most beautiful song in the world?

I was born by the river 
in a little tent
and like that river
I've been running ever since


quinta-feira

Renovar o fulgor - é privilégio de Fênix

O hábito diminui a admiração, e uma novidade medíocre supera uma excelência envelhecida. 

Use-se, pois, renascer em valor, em engenho, em ventura, em tudo. Empenhar-se em novidades de bravura, amanhecendo muitas vezes, como o sol, variando os teatros do brilho, para que num a privação e noutro a novidade solicitem neste o aplauso, naquele a saudade. 

 Wolfgang Joop
O que importa não é a vida eterna, é a eterna vivacidade.

Eu, André Breton, me confesso

"Confesso, sem o mínimo de acanhamento, a minha profunda insensibilidade perante espetáculos da natureza e obras de arte que, à primeira vista, não me suscitem aquela emoção física cuja sensação mais característica é a de uma pena de vento a latejar-me nas têmporas, capaz de me provocar um verdadeiro arrepio."

Hieronymus Bosch - O Jardim das Delícias

Zoom e volume no máximo para o Jeremy

quarta-feira

A presença da mulher amada

"Do jardim levei Sacha para minha casa. A presença da mulher amada em casa do celibatário faz o efeito da música e do vinho. Normalmente, começamos por falar do futuro, e aí a nossa convicção e presunção não têm limites. Construímos projectos, planos, falamos com fervor de como vamos ser futuros generais, quando ainda não somos alferes, numa palavra, vertemos tanta eloquência disparatada que a interlocutora precisa de muito amor e inexperiência de vida para se nos confiar. Felizmente para os homens, as mulheres apaixonadas ficam sempre cegas de amor e nunca conhecem a vida."

domingo

145 - A vida mais ou menos perigosa

"Ignorais completamente o que vos acontece, correis pela vida à maneira de bêbedos, caindo de vez em quando por uma escada. Mas, graças à vossa embriaguez, não partis a espinha: os vossos músculos estão muito lassos e a vossa cabeça demasiado obscura para que acheis a pedra desses degraus tão dura como é para nós! Para nós a vida é um perigo maior: nós somos de terra; desgraçados de nós se acabamos por nos esbarrar! E se caímos é o fim de tudo!"


segunda-feira

Jean Cocteau sabe (d)escrever um acidente

"O seu carro era baixo. Um largo cachecol que lhe envolvia o pescoço e flutuava, enrolou-se em volta do cubo da roda. Estrangulou-o e decapitou-o violentamente, enquanto o carro derrapava, se esmagava contra uma árvore e se transformava num destroço de silêncio, com uma única roda que girava cada vez mais lentamente no ar como uma roda de lotaria."




estava bom, só um pouco mais feio que dantes

Meu prezado Barbosa

Dar-te-ei mais minuciosas explicações acerca da minha catástrofe equestre. Eram dez horas da noute. O céu estava no seu lugar. A lua balouçava-se, segundo o seu costume, na corda bamba, que os poetas lhe imaginam. Eu entrava triunfalmente na Rua das Hortas, onde o coração desde muito me pressagiava catástrofe. O cavalo, ao entrar naquela nesga de África, resfolegou o aroma da verguinha e da estopa. Levantou as patas, deu galões tremendos, e atirou-se ao chão, quando perdeu as esperanças de me atirar a mim. Quando me ergui tinha a cara partida em três partes. Montei, vim soldar os fragmentos da cara, e estava bom, só um pouco mais feio que dantes, quando ás dez horas recebi a tua pergunta de bom amigo. Esse dia tinha-o eu passado em casa de ***. Se não chegasse tão alquebrado iria à estação do telégrafo responder, mas, meu caro Barbosa, eu sentia o coração pesado, e as pernas fracturadas. Precisava regenerar-me pelo sono de doze horas.

Ora aqui tens. Vai um meio folhetim da C. Amanhã irá mais. Agradecimentos aos amigos, e saudades a teu mano
    do teu Camilo


domingo

Van Gogh's Paintings Get Tilt-Shifted

I dream of painting and then I paint my dream.


sábado

Há tantos amores na vida de um homem! Aos quatro anos, ama-se os cavalos, o sol, as flores, as armas que brilham, os uniformes de soldado; aos dez, ama-se a menina que brinca connosco; aos treze, ama-se uma mulher de colo túrgido, porque me lembro de que o que os adolescentes amam loucamente é um colo de mulher, branco e mate, e como diz Marot:
Tetin refaict plus blanc qu'un oeuf
Tetin de satin blanc tout neuf.

Quase me senti mal quando vi pela primeira vez os seios desnudados de uma mulher. Por fim, aos catorze ou quinze anos, ama-se uma jovem que vem a nossa casa, e que é um pouco mais que uma irmã, menos que uma amante; depois, aos dezasseis anos, ama-se uma outra mulher, até aos vinte e cinco; depois, talvez se ame a mulher com quem casamos. Cinco anos mais tarde, ama-se a dançarina que faz saltar o seu vestido sobre as suas coxas carnudas; por fim, aos trinta e seis, ama-se a deputação, a especulação, as honrarias; aos cinquenta, ama-se o jantar do ministro ou do presidente da câmara; aos sessenta, ama-se a prostituta que nos chama através dos vidros e a quem se lança um olhar de impotência, uma saudade do passado. Não será assim?

Porque eu passei por todos esses amores; não todos, porém, porque não vivi todos os meus anos, e cada ano, na vida de muitos homens, é marcado por uma paixão nova, paixão das mulheres, do jogo, dos cavalos, das botas finas, das bengalas, das lunetas, das carruagens, da posição. Quantas loucuras há num homem! Oh! não há a menor dúvida de que os matizes de um trajo de arlequim não são mais variados do que as loucuras do espírito humano, e ambos chegam ao mesmo resultado: ficarem coçados e fazerem rir durante algum tempo, o público em troca do seu dinheiro, o filósofo em troca da sua ciência.



um delírio de muitos

Pode dizer-se que a fuga terminou, mas também que continuas de viagem em tua casa, pela estrada perdida.

O mundo converteu-se-te, após o teu lento regresso, num país estrangeiro, onde já não existe a necessidade de fugir dele nem tão-pouco a de voltar a casa.

Antes de o mundo se tornar um país estrangeiro, a literatura era uma viagem, uma odisseia. Havia duas odisseias, uma era a clássica, uma epopeia conservadora que ia desde Homero a James Joyce e onde o indivíduo regressava a casa com uma identidade reafirmada, apesar de todas as dificuldades, pela viagem através do mundo e também pelos obstáculos encontrados no caminho: Ulisses, com efeito, regressava a Ítaca, e Leopold Bloom, o personagem de Joyce, também. No seu caso fazia-o numa espécie de viagem circular de repetição elíptica. A outra odisseia era a do homem sem atributos de Musil, que se movia, ao contrário de Ulisses, numa odisseia sem retorno e onde o indivíduo se lançava para diante, sem nunca voltar a casa, avançando e perdendo-se continuamente, trocando a sua identidade em vez de a reafirmar, desagregando-a naquilo que Musil chamava «um delírio de muitos».

Agora vives uma dupla odisseia num país estrangeiro e vais caminhando por uma das suas estradas perdidas ao entardecer, entre a neblina, à procura de Musil. Às vezes vês Emily Dickinson, que foge de algo e vai sussurrando a palavra bruma enquanto passeia o cão. E às vezes não a vês, porque está a coser em casa e é Penélope da epopeia conservadora.

Avanças e perdes-te continuamente e mudas a tua identidade em vez de a reafirmares, e desagregas-te num delírio de muitos pela estrada perdida, na sala da tua casa, entre a bruma, sob a neve, com a televisão ligada mas sem o audio, de maneira que de vez em quando levantas os olhos e distingues uma imagem sem a reter, uma espécie de banda visual contínua, de fundo, como antes a música fazia de fundo sonoro.




"I'm not upset. I will never play with those girls. I only surround myself with people I find intellectually stimulating."


segunda-feira

O Super Homem

"Na verdade, o homem é um rio imundo. É preciso ser um mar para poder receber em si um rio imundo sem se manchar. Eis que eu venho anunciar-vos o Super Homem: ele é esse mar em que se pode perder o vosso desprezo."



Absolutamente despreocupado

"Era tão leve, tão ligeiro, tão jovial, tão absolutamente despreocupado com o trabalho do mundo! Que pena que a nossa não seja uma sociedade que permita a um homem desbaratar os seus dias e o recompense - com uma côdea de pão e um dedal de uísque - por se manter livre de problemas e tédio." 


Absolutamente nada

"Norman Douglas, autor de South Wind, torna dolorosamente claro que as crianças que mais se divertem, as crianças mais inventivas, são aquelas que não têm absolutamente nada com que brincar."

Foto: Robert Doisneau

domingo

I love the smell of 372944 pancakes in the morning, smells like victory

Everything I eat has been proved by some doctor or other to be a deadly poison, and everything I don't eat has been proved to be indispensable for life. But I go marching on.


Algumas imagens são daqui , outras são Dali

The iscream people

the lady has me temporarily off the bottle
and now the pecker stands up
better.
however, things change overnight--
instead of listening to Shostakovich and
Mozart through a smeared haze of smoke
the nights change, new
complexities:
we drive to Baskin-Robbins,
31 flavors:
Rocky Road, Bubble Gum, Apricot Ice, Strawberry
Cheesecake, Chocolate Mint...

we park outside and look at icecream
people
a very healthy and satisfied people,
nary a potential suicide in sight
(they probably even vote)
and I tell her
"what if the boys saw me go in there? suppose they
find out I'm going in for a walnut peach sundae?"
"come on, chicken," she laughs and we go in
and stand with the icecream people
none of them are cursing or threatening
the clerks.
there seem to be no hangovers or
grievances.
I am alarmed at the placid and calm wave
that flows about. I feel like a leper in a
beauty contest. we finally get our sundaes and
sit in the car and eat them.

I must admit they are quite good. a curious new
world. (all my friends tell me I am looking
better. "you're looking good, man, we thought you
were going to die there for a while...")
--those 4,500 dark nights, the jails, the
hospitals...

and later that night
there is use for the pecker, use for
love, and it is glorious,
long and true,
and afterwards we speak of easy things;
our heads by the open window with the moonlight
looking through, we sleep in each other's
arms.

the icecream people make me feel good,
inside and out.

sábado

Torna tudo mais pequeno

"Quando comparamos a nossa ridícula existência com as existências literárias que fomos acumulando na estante, tudo se torna incomparavelmente mais insignificante. Mais triste. Mais inútil. Porque a grande literatura não nos torna maiores. Torna-nos menores. E torna tudo mais pequeno. Podemos amar a donzela da praxe com devoção e zelo. Vocês conhecem: a Teresa, bonitinha, com apartamento em Telheiras e um Cinquecentto em segunda mão. Mas, honestamente, algum dia amaremos alguém como Dante amou Beatrice? Como o Quixote amou Dulcineia? Como Bendrix amou Sarah sob um céu carregado de demência e morte? Nada na vida é como nos livros. Não chove como na Londres de Larkin. A comida não sabe tão bem como nos romances de Hemingway. Os melhores martinis que tomei foram na prosa de Fitzgerald. Nos meses de verão, Veneza fede - mas nunca na literatura de Mann, Calvino ou Brodsky."







quinta-feira

eu prefiro ficar no hospício

"Ele quis que desfrutássemos dos últimos dias de sol, antes de nos fechar todo o Inverno no hospício. Mas eu prefiro ficar no hospício! Ele dizia também, que precisávamos de conhecer um pouco a pequena ilha onde estamos. Ele próprio nunca a percorreu completamente; há uma montanha que nunca ninguém subiu, vales aonde não se gosta de descer e grutas onde ninguém entrou até hoje. Dizia que não se devia sempre esperar o sol sobre as abóbadas do dormitório; queria levar-nos até ao mar. Acabou por ir sozinho. Tem razão; é preciso sonhar que vivemos."


She-Who-Must-Be-Obeyed

"Revelo-te, contrariado, um dos maiores mistérios. Há deusas poderosas que reinam na solidão. Em volta delas não existe sequer o lugar, menos ainda o tempo. Sentimo-nos comovidos só de falar nelas. São as MÃES."


A força das coisas é realmente uma força

"Há casas, existências, que deixariam estupefactas as pessoas razoáveis. Elas não compreenderiam que uma desordem que parece continuar por apenas quinze dias possa manter-se vários anos. Ora, essas casas, essas existências problemáticas conseguem manter-se, numerosas, ilegais, contra toda a expectativa. Mas onde a razão não deixaria de ter razão, é em que, efectivamente, a força das coisas é realmente uma força, precipita-as para a queda.
  Estes seres singulares e os seus actos associais fazem o encanto dum mundo plural que os expulsa. Angustiamo-nos com a velocidade adquirida pelo ciclone em que residem essas almas trágicas e leves. Tudo começa por infantilidades; a princípio, parece tratar-se apenas de jogos."


Algumas imagens do filme aqui

segunda-feira

Harris bebeu uma caneca de cerveja nesta casa

    "Comecei a pensar se, imaginando que Harris, por exemplo, voltasse uma nova página da sua vida e viesse a ser um grande homem, e chegasse a primeiro-ministro, e morresse, poriam letreiros em todos os bares que ele preferira: «Harris bebeu uma caneca de cerveja nesta casa», «Harris bebeu aqui dois copos de uísque com gelo no Verão de 88», «Harris foi corrido daqui em Dezembro de 1886»! 
    Não, teriam de pôr demasiadas placas! Seriam as casas onde ele nunca entrara que se tornariam famosas. «A única casa no Sul de Londres onde Harris nunca bebeu!» E as pessoas acorreriam para descobrir o motivo."


It never stops flowing

"...the reader is waiting to be told of a successful solution, and as the novel comes towards the end, he realizes Hesse has nothing to offer. The river flows on; Siddhartha contemplates it. Hesse arrives at the conclusion that there is no ultimate success or failure; life is like the river; its attraction is the fact that it never stops flowing. There is nothing for it but to close the novel feeling rather let down."

"Jeune encore, como dizem os Franceses. Um homenzinho fleumático e feio? Um desses seres cuja bondade consiste mais numa ausência de vícios que na existência de reais virtudes?"



quinta-feira

Se o Wenders diz...

Estes dois links ficam aqui guardados só porque sim (consultas futuras):
brecht - post-joao-lopes
ohomemquesabiademasiado - Educação da Imagem Wenders

"Ó Wenders como é que se diz "vai buscar" por extenso?...Ele diz que é equivalente a estas duas páginas:"

"Não gosto da manipulação que é precisa para encaixar todas as imagens de um filme numa história; é muito perigosa para as imagens, pois absorve tendencialmente o que há de 'vida' nelas. Na relação da história com a imagem, a história assemelha-se, para mim, a um vampiro que tenta sugar o sangue da imagem. As imagens são muito susceptíveis, um pouco como os caracóis, que se recolhem quando lhes tocamos nas antenas. Não querem trabalhar como um animal de carga. Não querem levar nem transportar nada: nem mensagem, nem objectivo, nem sentido, nem moral. As histórias é que querem isso.
As histórias dão às pessoas a sensação de que há um sentido, de que por detrás da confusão incrível de todos os fenómenos que as rodeiam se esconde uma ordem e uma sequência últimas. As pessoas desejam essa ordem mais do que tudo o resto: quase se diria que a concepção de ordem e de história se relaciona com a concepção de Deus. As histórias são o substituto de Deus. Ou vice-versa. Pessoalmente (e, exactamente por isso, tenho problemas com as histórias), acredito mais no caos, na complexidade inexplicável de todos os acontecimentos à minha volta. No fundo, penso que as situações isoladas não estão relacionadas umas com as outras e as experiências, na minha vida, consistem sempre e apenas em situações isoladas; nunca encontrei uma história com princípio e fim. Para alguém que conta histórias, isto é francamente um pecado, mas tenho de confessar que não presenciei, durante toda a minha vida, uma única história. Na realidade, julgo eu, as histórias mentem, ou melhor, são, por definição, histórias de mentiras. Mas são muito, muito importantes como formas de sobrevivência. Com a sua estrutura artificial, ajudam as pessoas a vencer os seus grandes medos: o medo de que não haja Deus e de que elas sejam apenas criaturinhas muitíssimo pequenas, flutuantes, dotadas de percepção e de consciência, mas perdidas num universo que excede todas as suas concepções. Rejeito totalmente as histórias, porque elas produzem exclusivamente mentiras, nada mais do que mentiras e a mentira maior reside no facto de estabelecerem um contexto onde não existia nenhum. Por outro lado, no entanto, precisamos tanto dessas mentiras que é perfeitamente absurdo atacá-las e ordenar uma sequência de imagens sem a mentira de uma história. AS histórias são impossíveis, mas não podemos, contudo, viver sem histórias."


Ri-se bem - é boa pessoa

"O riso exige em primeiro lugar sinceridade, mas onde está a sinceridade das pessoas? O riso exige a ausência de maldade, mas as pessoas, na maioria dos casos, riem com maldade. Um riso sincero e sem maldade é uma pura alegria, mas, nos tempos que correm, onde está a alegria? E poderão as pessoas ser alegres?
A alegria é um dos mais reveladores traços humanos, basta a alegria para revelar as pessoas dos pés à cabeça. Por vezes não há meio de percebermos o carácter de uma pessoa, mas basta ela rir para lhe conhecermos o feitio como às palmas das nossas mãos. Só as pessoas desenvolvidas do modo mais elevado e feliz sabem ser contagiosamente alegres, de uma maneira irresistível e benévola. Não falo de desenvolvimento intelectual, mas de carácter, do homem como um todo. Portanto: se quiserdes compreender uma pessoa e conhecer-lhe a alma não presteis atenção à sua maneira de se calar, ou de falar, ou de chorar, ou de se emocionar com as ideias mais nobres, olhai antes para ela quando se ri. Ri-se bem - é boa pessoa.

Observai depois todos os matizes: por exemplo, é preciso que o riso não pareça estúpido, por mais alegre e ingénuo que seja. Mal detecteis a mais pequena nota de estupidez num riso, ficai sabendo que a pessoa que assim ri é intelectualmente limitada, apesar de deitar cá para fora um sem-fim de ideias. Mesmo que o riso não seja estúpido, se vos parecer ridículo, nem que seja um pouquinho, ficai sabendo que não há na pessoa que o ri uma verdadeira dignidade, pelo menos uma dignidade suficiente. Por último, notai que, mesmo que um riso seja contagioso mas por qualquer razão vos pareça vulgar, também a natureza dessa pessoa é vulgar, que toda a nobreza e espírito sublime que tínheis visto nela ou são fingidos ou imitados inconscientemente, e que essa pessoa, no futuro, mudará inevitavelmente para pior, dedicar-se-á ao «útil», abandonando sem pena as ideias nobres como sendo erros e paixões da juventude."


Deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação.

Adaptar a parte a negrito à situação em que te encontras

"...you feel a little bit lost right now about what to do with your life, a bit rudderless and oarless and aimless but that's okay that's alright because we're all meant to be like that at twenty-four." 


quarta-feira

When will you stop trying to educate me, I wonder? Never I hope.

"...and it's raining like crazy outside, harder even than in Edinburgh. It's CHUCKING IT DOWN, Em, so loud that I can barely hear the compilation tape you made me which I like a lot incidentally except for that jangly indie stuff because after all I'm not some GIRL. I've been trying to read the books you gave me at Easter too, though I have to admit I'm finding Howards End quite heavy-going. It's like they've been drinking the same cup of tea for two hundred pages, and I keep waiting for someone to pull a knife or an alien invasion or something, but that's not going to happen is it? When will you stop trying to educate me, I wonder? Never I hope.
(...)
Next morning get up early and go to the Taj Mahal. Perhaps you've heard of it, big white building named after that Indian restaurant on the Lothian Road. Have a look around and at precisely 12 midday you stand directly under the centre of the dome with a red rose in one hand and a copy of Nicholas Nickleby in the other and I will come and find you, Em. I will be carrying a white rose and my copy of Howards End and when I see you I will throw it at your head."






William Faulkner's Reducto Absurdum

    "Foi entre as sete e as oito que a sombra dos caixilhos apareceu nos cortinados e eu entrei outra vez no tempo, ao som do despertador. Era do Avô, e quando o Pai mo deu disse dou-te o mausoléu da esperança e do desejo; chega a ser dolorosamente justo que o uses para alcançares o reducto absurdum de toda a experiência humana, que responderá às tuas necessidades individuais tão bem como respondeu às do teu avô ou às do pai dele. Dou-to, não para que te lembres constantemente do tempo, mas para que te possas esquecer dele de vez em quando, sem depois te esfalfares na ânsia de o recuperares. Porque, como ele dizia, nenhuma batalha se pode considerar ganha. Nem sequer travada. O campo de batalha apenas revela ao homem a sua própria loucura e desespero, e a vitória é uma ilusão de filósofos e de loucos.
    Estava encostado à caixa dos colarinhos e eu deitado a escutá-lo. Isto é, apenas a ouvi-lo. Não creio que haja alguém que deliberadamente escute um relógio ou um despertador. Nem é preciso. Podemos abstrair-nos do som por largo tempo, e nisto, num segundo de atenção, ele recria na nossa mente o longo período de tempo que não ouvimos."

"When the shadow of the sash appeared on the curtains it was between seven and eight oclock and then I was in time again, hearing the watch. It was Grandfather’s and when Father gave it to me he said I give you the mausoleum of all hope and desire; it’s rather excruciating-ly apt that you will use it to gain the reducto absurdum of all human experience which can fit your individual needs no better than it fitted his or his father’s. I give it to you not that you may remember time, but that you might forget it now and then for a moment and not spend all your breath trying to conquer it. Because no battle is ever won he said. They are not even fought. The field only reveals to man his own folly and despair, and victory is an illusion of philosophers and fools."

 

Premio Muchas Gracias Al Blog Amigable

A Anita no Alfarrabista é uma pessoa com visão :) e por isso disparou  para o meu blog um dardo todo giro. Agora chegou a minha vez de apontar a arma às minhas vítimas.


- O blog primo: nhanhaa
Os blogs amigos:

Amigos do Brasil

Por fim