domingo
Bela Lugosi senhores ouvintes
"Penso que o cinema exerce sobre o espectador um certo poder hipnótico. Basta olhar para as pessoas quando saem de uma sala de cinema, sempre em silêncio, de cabeça baixa e com ar alheado. O público do teatro, da tourada ou de um evento desportivo manifesta mais energia e animação. A hipnose cinematográfica, leve e inconsciente, deve-se com certeza à escuridão da sala, mas também às mudanças de plano, de luz, e aos movimentos da câmara que enfraquecem a inteligência crítica do espectador e exercem sobre ele uma espécie de fascínio e de violação."
sábado
A Anfitriã
"Apetecia-lhe deixar de repente de sorrir, levantar-se e gritar: «Estou farta de todos!» - e depois saltar do barco e nadar até à margem."
Cartas de Autores Portugueses II
Cartas de Autores Portugueses
Meu caro Côrtes-Rodrigues
Felizmente para mim tenho tido bastante que fazer. Sobra-me tempo apenas, portanto, para estas linhas. Escrevo-lhe para lhe dizer que lhe não posso escrever: é mais um paradoxo do
muito e sempre seu Fernando Pessoa
19-9-1915
sexta-feira
Talking about freedom?
"George Hanson: They're not scared of you. They're scared of what you represent to 'em.
Billy: Hey, man. All we represent to them, man, is somebody who needs a haircut.
Billy: Hey, man. All we represent to them, man, is somebody who needs a haircut.
George Hanson: Oh, no. What you represent to them is freedom.
Billy: What the hell is wrong with freedom? That's what it's all about.
George Hanson: Oh, yeah, that's right. That's what's it's all about, all right. But talkin' about it and bein' it, that's two different things. I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace. Of course, don't ever tell anybody that they're not free, 'cause then they're gonna get real busy killin' and maimin' to prove to you that they are. Oh, yeah, they're gonna talk to you, and talk to you, and talk to you about individual freedom. But they see a free individual, it's gonna scare 'em"
Listen, are you breathing just a little and calling it a life?
"Precisamos de aventura e erotismo porque temos necessidade de nos ouvir dizer que a vida é maravilhosa e excitante e, mesmo assim, chegamos a por tudo em causa."
quarta-feira
segunda-feira
Joy to the world
"There comes a time in life when you have to let go of all the pointless drama and the people who create it and surround yourself with people who make you laugh so hard that you forget the bad and focus solely on the good. After all, life is too short to be anything but happy."
quarta-feira
We're on a road to nowhere
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Oscar Wilde - O Retrato de Dorian Gray
Viver é melhor que sonhar
"onde é que eu li aquilo de um condenado à morte que no momento de morrer dizia ou pensava que se o deixassem viver num alto, numa rocha e num espaço tão reduzido que mal tivesse onde pousar os pés – e se à volta não houvesse mais que o abismo, o mar, trevas eternas, eterna solidão e tempestade perene -, e tivesse de ficar assim, em todo esse espaço de um archin, a sua vida toda, mil anos, a eternidade...preferiria viver assim do que morrer imediatamente? O que interessa é viver, viver, viver! Viver, seja como for, mas viver!"
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Fiódor Dostoiévski - Crime e Castigo
The surrealistic thing
sábado
Ode a Paredes de Coura
“Os espinhos ainda latejavam na minha garganta, uma fusão astronómica de decibéis adormecia ainda as grutas finalmente coloridas das minhas fontes auditivas. O álcool não era temor para toldar toda aquela aprendizagem que os meus sentidos acabavam de incorrer. Não fosse a ínfima e sublime catarata que gela peles rosadas escaldadas pelo sol de Agosto; a desordem de toalhas e livros espalhados pelos rostos de atentos (mas nem sempre presentes) seguidores das palavras, que sem refreio, vão sendo alfabetizadas ora pela alma do poeta, ora pelo sopro livre do saxofone; o pequeno riacho que divide geograficamente essa pequena – mas cada vez mais – Península Ibérica de campistas, qual Rio Tejo; a cáustica escalada da parede que nos põe dez metros mais próximos do Sol para nos podermos guiar pela inocente vila de Coura; e o saudoso regresso que nos impele inconscientemente em rappel parede abaixo para esse microcosmos de suave e curioso burburinho, todo ele condensado nesse verde anfiteatro onde o sol se põe tarde… de meiguinho.”
Não fosse tudo isto e tudo o mais que virá atrás destes dois pontos não seria realidade: “Como sabe bem, quase uma semana depois, chegar a casa e sem voz que nos faça ouvir e ouvidos que nos façam falar, guardemos para nós apenas as memórias do que realmente por dentro ficou…”
Dois dos favoritos
Fazer um vídeo destes numa próxima, mas com 20 minutos de duração e pausas a meio para comer e beber água
Tom waits for no man
"Harris always does know a place round the corner where you can get something brilliant in the drinking line. I believe that if you met Harris up in paradise (supposing such a thing likely) he would immediately greet you with: «So glad you've come, old fellow, I've found a nice place round the corner, where you can get some really first-class nectar»"
She took a long cold look at me
"O" livro de humor
"Harris disse que não lhe parecia que George devesse fazer alguma coisa que pudesse torná-lo mais sonolento do que sempre andava, pois poderia ser perigoso. Disse que não compreendia muito bem como George poderia vir a dormir mais do que dormia agora, atendendo a que o dia só tinha vinte e quatro horas, tanto no Verão como no Inverno; mas que achava que, se ele dormisse mais, seria preferível estar morto, poupando assim o dinheiro da pensão e do quarto."
terça-feira
Dead Beatnicks
“The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes "Awww!”
segunda-feira
O Discóbolo de Mirón
"Aquele meu filho Francisco só me dá dores de cabeça! O pior é que sai a mim! Agora quer montar uma loja de vender discos e bolos só para lhe chamar o Discóbolo!"
domingo
Edward Hopper - Nighthawks
"Até me arrepio todo só de pensar que vou ter de voltar a entrar ali.
E o mais grave é que se riem...
É tão triste...Estou acima de tudo TRISTE por tudo ser uma arbitrariedade incessante.
Tão sozinho...SOZINHO."
- Death: I am Death.
"Dir-se-ia que, aterrado, o Fotógrafo tem de lutar imenso para que a Fotografia não seja a Morte."
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Roland Barthes - La Chambre Claire
sábado
Watch out, the world's behind you
"...Fotografias de um ser, diante das quais o recordamos menos bem do que quando nos contentamos em pensar nele"
The discreet charm of the bourgeoisie
"Ainda assim, uns momentos depois, Epstein deu-me boleia para Paris no seu carro. No caminho deu-me alguns conselhos:
- Tenha cuidado. Sinto que há em si tendências Surrealistas. Afaste-se dessa gente."
Pensar dói
"Andei por aí todo o dia de automóvel a pensar se com patins ou ventosas de sucção seria tecnicamente possível um tipo considerar-se um veículo."
A dor de Baudelaire
"Um poema de Baudelaire não vale a dor de Baudelaire - a dor de Baudelaire - Foi Mardou quem acabou por me dizer «Eu teria preferido o homem feliz aos poemas amargurados que ele nos deixou.»"
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Jack Kerouac - The Subterraneans
Conduzia como um índio
"Ele fazia ziguezaguear o carro através do trânsito e brincava com toda a gente. Conduzia como um índio. Meteu-se numa rotunda ajardinada da Reforma Boulevard e contornou-a com os oito raios que nela desembocavam a lançarem carros contra nós de todas as direcções, esquerda, direita, izquierda, certeiro em frente, e gritava e saltava de alegria.
- Eis o trânsito com que sempre sonhei! Toda a gente avança!"
Solitude
"The Outsider usually begins by saying, 'I must have solitude to look inside myself'; hence the room on his own. Unfortunately, he also discovers that he often gets to know himself better under the stimulation of new experiences; and new experiences are out of question when he is in a room on his own."
I think of Dean Moriarty
"Assim, na América, quando o sol se põe e me sento no velho molhe desmoronado do rio a contemplar os céus infindáveis por cima de New Jersey, e tenho a percepção de toda aquela terra bruta que rola num único bojo enorme e incrível até à Costa Oeste, e toda aquela estrada a avançar, todas as pessoas que sonham na sua imensidão, e sei que a esta hora, no Iowa, as crianças devem estar a chorar na terra em que deixam as crianças chorar, e esta noite as estrelas serão visíveis, e não sabem que Deus é o Urso Pooh? A estrela vespertina deve estar a curvar-se e a irradiar a sua pálida claridade cintilante sobre a pradaria, o que acontece mesmo antes do cair da noite completa que abençoa a terra, escurece todos os rios, dá a forma de concha aos cumes e envolve a derradeira margem, e ninguém, ninguém sabe o que vai suceder seja a quem for, além dos trágicos farrapos do envelhecer, penso em Dean Moriarty, penso até no velho Dean Moriarty, o pai que não chegamos a encontrar, penso em Dean Moriarty."
"So in America when the sun goes down and I sit on the old broken-down river pier watching the long, long skies over New Jersey and sense all that raw land that rolls in one unbelievable huge bulge over to the West Coast, and all that road going, and all the people dreaming in the immensity of it, and in Iowa I know by now the children must be crying in the land where they let the children cry, and tonight the stars'll be out, and don't you know that God is Pooh Bear? the evening star must be drooping and shedding her sparkler dims on the prairie, which is just before the coming of complete night that blesses the earth, darkens all the rivers, cups the peaks and folds the final shore in, and nobody, nobody knows what's going to happen to anybody besides the forlorn rags of growing old, I think of Dean Moriarty, I even think of Old Dean Moriarty the father we never found, I think of Dean Moriarty."
Tenho estado a ler Whitman...
"Tenho estado a ler whitman, sei o que ele diz, alegrai-vos, escravos, e aterrorizai os déspotas estrangeiros, quer dizer que é essa a atitude do Bardo, o bardo Lunático Zen dos antigos caminhos do deserto, 'tão a ver, a coisa toda resume-se a um mundo cheio de vadios de mochila às costas, Vagabundos do Dharma que se recusam a subscrever a exigência generalizada de terem de trabalhar pelo privilégio do consumo, já que consomem a produção, toda essa treta que eles de toda a maneira não pediram, como frigoríficos, televisores, automóveis, pelo menos automóveis novos e artilhados, uma certa marca de brilhantina para o cabelo e desodorizantes e de modo geral todo esse entulho que de qualquer forma acaba por ir parar ao lixo passada uma semana, todos eles aprisionados num sistema de trabalho, produção, consumo, trabalho, produção, consumo, tenho uma visão de uma grande revolução de mochilas, milhares ou mesmo milhões de jovens Americanos vagueando por toda a parte de mochilas às costas, a subir às montanhas para rezar, a fazer rir as crianças e a animar os velhotes, a contribuir para a felicidade das miúdas e para a suprema felicidade das senhoras, todos eles lunáticos zen que andam por ai a escrever poemas que por acaso lhes ocorrem por nenhuma razão em especial e também a serem amáveis e, por actos estranhos e inesperados, a transmitir a toda a hora visões de liberdade eterna, a toda a gente e a todos os seres vivos, é disso que eu gosto em vocês, Goldbook e Smith, dois tipos da Costa Leste que eu julgava morta."
The Dharma Bums - Jack Kerouac
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